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Vamos falar sobre Pé Diabético

A expressão “Pé diabético” resume o conjunto de complicações nos pés, incluindo as ulcerações (lesões, feridas), frequentes em pessoas portadoras de Diabetes Mellitus (DM), podendo ocasionar a amputação do membro.

Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à amputação do membro afetado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o “Pé Diabético” como uma situação de infecção, ulceração ou também destruição dos tecidos profundos dos pés, associada a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica, nos membros inferiores de pacientes com diabetes mellitus.

No Brasil, aproximadamente 12,5 milhões de pessoas (quase 9% de toda a população) vivem com diabetes. Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima-se que 50% desse público desconhece ser portador de sua própria doença.

Estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida, em especial pessoas que negligenciam os cuidados preventivos ao surgimento de lesões. Ou seja, mais de 3 milhões de pessoas são atingidas por complicações nos pés em decorrência de Diabetes.

Anualmente > de  1 milhão de pessoas com diabetes perdem pelo menos uma parte da perna como consequência das complicações da diabetes.

A complicação do Pé Diabético pode ter as seguintes ORIGENS:

  • NEUROPÁTICA (Polineuropatia periférica – PND)

Quando ocorrem alterações em nervos que resultam na redução da sensibilidade à dor, deformidades ou limitação da mobilidade articular.

Este tipo de lesão se localiza mais na planta dos pés, onde incide maior pressão. Esta complicação afeta 50% dos pacientes que apresentam lesões nos pés em decorrência do Diabetes, sendo o fator causal mais importante para as lesões nos pés dos pacientes diabéticos

  • VASCULAR OU ISQUÊMICA (Doença arterial periférica – DAP)

Quando ocorrem problemas circulatórios nas extremidades dos membros inferiores (pernas e pés). A lesão venosa ocorre com maior frequência, surgindo próxima aos maléolos mediais (as proeminências ósseas que existem nos ossos da tíbia e da fíbula).

  • NEUROVASCULAR

Quando ocorre a combinação das complicações neuropáticas, vasculares e infecciosas.

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Outras situações que também originam o Pé Diabético: Pacientes com histórico de lesões ou amputações, traumas localizados nos membros inferiores em pessoas diabéticas, a Doença renal do diabetes, Retinopatia diabética.

Além disso, a condição do social e econômica da pessoa diabética, bem como as condições de moradia e a inacessibilidade aos serviços de saúde estão entre as situações que podem originar e agravar quadros de pé diabético.

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Sintomas do Pé Diabético

Os sintomas estão relacionados às origens das complicações. Se você é portador de Diabetes Melitus e observar qualquer dos sintomas a seguir converse com o seu médico ou agende atendimento (clique):

  • Sensação de formigamento, queimação ou dormência nos pés;
  • Pés frios, pálidos, com a pele fina e com pulsos diminuídos, podendo também ficar inchados.
  • Vermelhidão, dor, hipersensibilidade e inflamação com pus.

Os sintomas mais frequentes são formigamentos e sensação de queimação.

Os sintomas nem sempre são reconhecidos. É importante ao diabético ter atenção e relatar ao médico sintomas como: queimação, formigamentos, dormência, dor (facada, pontada), fraqueza ou fadiga e câimbras.

PREVENÇÃO

O autoexame é muito importante.

A pessoa deve examinar os pés diariamente. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém.

Deve-se verificar a existência de:

  • Pequenas feridas, bolhas, áreas avermelhadas
  • Proeminências ósseas e mudanças na forma dos pés.
  • Frieiras;
  • Cortes;
  • Calos;
  • Rachaduras;
  • Feridas;
  • Alterações de cor da pele (se está arroxeada);
  • Alterações das unhas (demoram a crescer);
  • Ausência de pelos.

Importante: Ao identificar uma ou mais situações supramencionadas deve-se procurar orientação médica ou de enfermagem especialista.

A diminuição da sensibilidade pode apresentar-se como lesões traumáticas indolores, às vezes o diabético se machuca e não percebe e essa lesão pode aumentar e infeccionar.

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Tratamento de Feridas e Lesões em Pé Diabético

O tratamento do pé diabético deve ser feito com a orientação de um médico ou enfermeiro especialista, que irá definir o tratamento em função do tipo e da gravidade da lesão.

O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, pomadas, curativos e, em casos mais graves, cirurgias. Se você é portador diabetes melitus e constatou o surgimento de lesão nos membros inferiores, procure imediatamente seu médico.

O CENFE coloca à disposição das pessoas diabéticas e pacientes com pé diabético o Programa de Prevenção de Pé Diabético “Um passo à frente”. Conheça! Inscreva-se.

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Referências:

  • SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
  • Federação Internacional do Diabetes (IBF)
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Neuropatia e Doença Arterial em Diabéticos

Ontem (17) a professora Luz Marina (Enfermeira, Doutoranda em Ciências da Saúde da UNB) iniciou o 2º Cenfe de Workshop em Feridas abordando o tema “Rastreamento de Neuropatia e Doença Arterial Periférica em Pacientes Diabéticos”.

Em sua aula foram apresentadas abordagens relacionadas a ao diabetes no mundo e no Brasil, conceitos do pé diabético, epidemiologia, avaliação de risco de ulceração, triagem da neuropatia e da doença arterial periférica, evidências científicas sobre os fatores de riscos e suas complicações, além de aspectos de prevenção, cuidados e orientação após as complicações.

O conteúdo e os materiais de estudo estão disponível aos interessados no tema. Clique AQUI para acessar.

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Inscrições Abertas: Workshop em Feridas

Estão abertas as inscrições para o 2º Ciclo Cenfe de Workshop em Feridas, uma iniciativa do Centro Especializado no Tratamento de Feridas e Lesões Complexas que busca contribuir para o aperfeiçoamento dos profissionais atuantes no tratamento de lesões em todo o Brasil.

Este edição dos Workshop’s traz abordagens importantes para os profissionais da enfermagem, médicos e outros profissionais da saúde com interação ao tema feridas.

Os participantes terão à disposição 10 módulos com temas de relevância e imprescindíveis na área de Tratamento de Feridas. O workshop é modular, permitindo aos participantes participarem de TODOS os módulos ou selecionarem, quando de interesse, um ou mais cursos para participarem isoladamente.

 

Os MÓDULOS de conhecimento:

  • MÓDULO 1 – Rastreamento de Neuropatia e Doença Arterial Periférica em Pacientes Diabéticos;
  • MÓDULO 2 – Úlceras por Pressão e Dermatite Associada a Incontinência;
  • MÓDULO 3 – Avaliação e Diagnósticos de Enfermagem nas Úlceras Vasculogênicas e Uso de Terapia Compressiva;
  • MÓDULO 4 – Feridas Crônicas e Infecção;
  • MÓDULO 5 – Queimaduras: Conceitos e abordagem geral;
  • MÓDULO 6 – Principio de Ação das Coberturas Utilizadas no Mercado e Escolha da Cobertura Ideal;
  • MÓDULO 7 – Bases da Assistência de Enfermagem em Estomas Intestinais e Urológicos;
  • MÓDULO 8 – Abordagem de Enfermagem no Paciente com Ferida Oncológica;
  • MÓDULO 9 – Segurança do Paciente: Entendendo o Programa;
  • MÓDULO 10 – Metodologias Ativas Aplicadas na Prevenção de Quedas.

 

CARACTERÍSTICAS:

  • Será emitido certificado;
  • Cada módulo terá carga horária de 3 horas.
  • Se o participante cursar todos os módulos terá acumulado ao final carga horária de 30 horas (certificado de 30 horas).
  • Por ser modular, o participante pode escolher especificamente os módulos que deseja cursar. Caso não opte por realizar todos os módulos, receberá certificado apenas com a carga horária efetivamente cursada.
  • Cada módulo terá turmas Matutinas (de 09hs às 12hs); e Vespertinas (de 13hs às 16hs);
  • O participante, de acordo com sua disponibilidade, pode escolher uma das turmas dentro do Módulo.
  • Os módulos são compostos por aulas expositivas e casos clínicos.

 

LOCAL

Os cursos serão realizados na cidade de Brasília, na unidade IMP Concursos da Faculdade Unyleya Educacional, localizado no SIG Quadra 4, Bloco A, Térreo, Edifício Financial Center.

 

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Nova Parceria: Cenfe e Club Card Saúde

O Cenfe agora faz parte da rede de serviços de saúde da Club Card Saúde e passa a oferecer todos os serviços aos usuários da CCS. Os usuários da Club Card Saúde contam com todos os serviços oferecidos pelo Cenfe na unidade ambulatorial e de assistência médico domiciliar.

No último mês de junho/18 o centro de tratamento de feridas e lesões complexas participou de evento realizado pela CCS que reuniu a comunidade de saúde como um todo para discutir o sistema de saúde da Club Card Saúde e na ocasião selou a parceria.

Serviços:

  • Tratamento de Feridas (úlceras, pé diabético, lesões venosas, escaras e lesões complexas)
  • Laserterapia
  • Assistência Domiciliar
  • Inserção de Cateter Venoso guiado por Ultrassom
  • Inserção de PICC guiado por Ultrassom
  • Ecografias
  • Exames Diagnósticos de TVP

 

Sobre o CENFE

Centro de tratamento de feridas e lesões complexas, inclusive em regime de Assistência Domiciliar.

Temos como finalidade o tratamento especializado da pessoa lesionada por feridas, crônicas ou agudas, inclusive aqueles com indicação de Home Care.

Atuando de forma Assertiva na elaboração da conduta clínica focamos a restauração da saúde do paciente, o resgate e manutenção da sua qualidade de vida e o bem-estar.

Balizadores da assistência:

  • Foco no resultado do tratamento com a melhor relação custo benefício;
  • Conduta clínica acompanhada de meta assistencial;
  • Tempo de tratamento pré-estabelecido para assegurar controle de custos;
  • Assistência Domiciliar visando o conforto da pessoa;
  • Gestão dos custos assistenciais.

 

Conheça o CENFE. Ferida é um problema de saúde que se não tratado pode debilitar ainda mais a pessoa. Fale com a gente. (61) 3036-6594.

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Diabéticos: Neuropatia e dormência durante a vida

A neuropatia é a incapacidade de sentir dor no pé, resultante de danos nos nervos causados por níveis elevados de glicose no sangue. Quando a pessoa é diagnosticada com neuropatia e portadora de uma úlcera do pé diabético, o cuidado da ferida é fundamental para o processo de cicatrização.

Os cuidados com os pés para os diabéticos incluem a prevenção de infecções, retirando a pressão da área ferida, removendo a pele e os tecidos mortos, o uso de medicamentos e curativos e monitorando a glicose no sangue. Se uma infecção é diagnosticada, o tratamento de feridas também pode significar antibióticos e tratamento cirúrgico.

 

Sobre Úlcera do Pé-Diabético

“Úlceras do pé diabético são feridas abertas, muitas vezes localizadas na parte inferior do pé.”

As úlceras são causadas por falta de sensibilidade, má circulação, deformidades, calçados que não suportam, açúcar no sangue descontrolado, história de ulceração do pé, irritação e trauma.

Nossa prática de diagnóstico, controle e prevenção oferece os seguintes serviços:

  • Ultrassom vascular para avaliar a má circulação
  • Ultrassom para avaliar lesão nos tecidos moles
  • Avaliação local da lesão e definição de conduta
  • Acompanhamento permanente para controle da doença de base

 

Sintomas comuns de úlcera do pé diabético incluem:

  • DRENAGEM
  • VERMELHIDÃO
  • INCHAÇO
  • ODOR

 

Você atualmente sente algum destes sintomas? Marque uma consulta e visite a nossa equipe especialista em tratamento de feridas.

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Diagnóstico Precoce do Pé Diabético

Por: Sociedade Brasileira de Diabetes.

O pé diabético é conceituado no glossário do Guidance (Recomendações) 2015, do IWGDF (International Working
Group on the Diabetic Foot ou Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético), como “infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos moles associadas a alterações neurológicas e vários graus de doença arterial periférica (DAP) nos membros inferiores”. Os dados epidemiológicos são variados e denotam a diversidade regional dos desfechos
dessa complicação: em países desenvolvidos, a DAP é o fator complicador mais frequente, enquanto nos países em desenvolvimento, a infecção é, ainda, uma complicação comum das úlceras dos pés em pacientes diabéticos (UPD), resultando em amputações. A frequência e gravidade também deve-se a diferenças socioeconômicas, tipo de calçados usados e cuidados, que não são padronizados em escala nacional nesses países.

Para saber mais, acesse Clique.

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Exercícios Físicos em Portadores de Neuropatia Diabética

Por: Scielo.

Em uma revisão sistemática, seguida de metanálise, foi verificado que 150 minutos de exercício físico aeróbio por pelo menos 12 semanas reduziram a hemoglobina glicada em 0,5% em pacientes com DM (Diabetes Mellitus).

Entretanto, existe uma grande limitação à prática de exercício físico, pois é quando ocorre o maior número de crises hipoglicêmicas.

Sendo assim, deve-se sempre orientar o paciente antes de realizar a atividade física.

As intervenções com exercícios físicos estão associadas a melhorias significativas no que se refere à força muscular, capacidade funcional e fadiga muscular.

Para acessar o estudo completo, Clique .

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Manual do Pé Diabético

Por: Ministério da Saúde

O Pé Diabético está entre as complicações mais frequentes do Diabetes Mellitus (DM) e suas consequências podem ser dramáticas para a vida do indivíduo, desde:

  • Feridas crônicas;
  • Infecções;
  • Amputações de membros inferiores.

O exame periódico dos pés propicia a identificação precoce e o tratamento oportuno das alterações encontradas, possibilitando assim a prevenção de um número expressivo de complicações do Pé Diabético. (BRASIL, 2013).

Chama a atenção que ocorrências geralmente evitáveis constem, ainda hoje, entre as mais frequentes complicações de saúde causadas pelo DM, mesmo num contexto de expansão da oferta de serviços de saúde e de maior ênfase no cuidado ao usuário com doenças crônicas, a partir de estratégias como a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas e do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade na Atenção Básica (PMAQ-AB), por exemplo.

É preciso, portanto, investir em ferramentas para a qualificação do cuidado à pessoa com diabetes, modificando as formas de abordagem aos usuários e considerando as melhores evidências como guias para a prática clínica cotidiana.

Neste Manual, serão abordados:

  • Relevância do cuidado com os pés para a pessoa com DM;
  • Ações preventivas e educativas que devem ser associadas ao exame periódico;
  • Rotina recomendada para avaliação dos pés;
  • Tratamentos recomendados para as principais alterações do exame.

Para acessa o manual completo, Clique.

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