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Multidisciplinar é bom, mas o melhor mesmo é ser transdisciplinar.

Por Everaldo Araújo.

Por muito tempo os pacientes foram assistidos por profissionais que  no momento estivesse precisando, por exemplo: se um indivíduo sentisse dor muscular, procurava um ortopedista, que por sua vez lhe tratava a dor muscular.

Com a evolução da forma de tratar e as novas experiências surgiram os ambulatórios com as equipes  multidisciplinar/   multiprofissional este modelo chegaria com  a expectativa de agregar várias especialidades em um único local, trazendo comodidade ao cliente e facilitando o trabalho do profissional; você dispunha de um espaço onde havia profissionais de várias áreas, porém não comunicavam-se acerca do seus clientes/pacientes.

Mais uma evolução aconteceu e passamos a contar com  uma  equipe interdisciplinar, onde a partir daí iniciamos a estabelecer uma comunicação entre o paciente e os demais membros da equipe. Nesse caso o paciente que sentisse uma dor muscular, poderia ser visto por além de um ortopedista, um clinico, hematologista, nefrologista e outros.

A interdisciplinaridade abriu as portas para a chegada do que chamamos hoje de equipe transdisciplinar onde nessa modalidade, o paciente tem a possibilidade de ser atendido por um ortopedista, ser encaminhado para um clinico geral, que por sua vez poderá ser direcionado para um hematologista para investigar um eventual diagnóstico de anemia falciforme, nesse modelo os profissionais se comunicam falam uns com os outros sobre a história do paciente, suas hipóteses diagnósticas e suas variadas formas de tratamento.

A interdisciplinaridade abriu as portas para a chegada do que chamamos hoje de equipe transdisciplinar.

Para bem ilustrar apresentamos um modelo muito interessante, didático e de fácil compreensão desenvolvido pelo professor Jantsch  que encontra-se disponível a todos no endereço mencionado em seguida.

Erich Jantsch autor do modelo em anexo. (8 de janeiro de 1929 – 12 de dezembro de 1980) foi um americano austríaco, engenheiro, educador, escritor, consultor e futurista, especialmente conhecido por seu trabalho no movimento de concepção de sistemas sociais na Europa na década de 1970.

      Fonte da imagem: https://mariatherezaamaral.files.wordpress.com/2011/07/trans21.jpg

 

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O tratamento transdisciplinar é importante na área de tratamento de feridas

Um exemplo é o tratamento do pé diabético, entre as atividades do segmento de tratamento de feridas e lesões complexas. O tratamento do pé diabético por um único profissional está longe do adequado, em geral, para uma boa assistência dos pacientes com essa patologia são necessários esforços e expertise de especialidades como a endocrinologia, infectologia, ortopedia, oftalmologia, cirurgia plástica e cirurgia vascular, nutrologia e estomaterapia, podiatria, geriatria e fisiatria.

O ambulatório de tratamento de Feridas Cenfe atua de forma transdisciplinar nas condutas de recuperação de lesão.

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