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PRESS RELEASE

CLIPPING

  • JANEIRO/19
  • FEVEREIRO/19

Serviços e Tratamentos


Tratamentos para Úlceras por Pressão (escaras), Pé diabético, Úlceras Venosas e Arteriais, Feridas Oncológicas, Queimaduras, Úlceras Neuropáticas e Dermatites.

Empregamos os recursos necessários para a recuperação da lesão, observada a conduta médica, de enfermagem e da equipe multiprofissional, quando é o caso, utilizando as diferentes tecnologias disponíveis.

Serviços

Recursos que utilizamos:

  • Curativos especiais.
  • Terapia por Pressão Negativa (à vácuo).
  • Terapia de Compressão.
  • Laser.
  • Hidrozonioterapia.
  • Terapia de Compressão.

Esclareça suas dúvidas:


A seguir relacionamos dúvidas sobre os cuidados com feridas.

Se sua dúvida não poder ser esclarecida a seguir nos encaminhe sua pergunta, nossa equipe está à disposição para ajudar.

É a terapia que se baseia na interação da luz (Laser, LED) com os tecidos do corpo humano, estimulando os processos fotofísicos, fotoquímicos e fotobiológicos em nível mitocondrial e aumentando o metabolismo celular. A terapia ILIB (do termo em inglês Intravascular Laser Irradiation of Blood ou irradiação de luz laser sobre o sangue) também é uma terapia de Fotobiomodulação.

O termo Fotobiomodulação (também conhecido como Fototerapia) é usado para abordar de forma mais abrangente a ação da luz com objetivos terapêuticos, cujo efeito pode ser bioestimular ou bioinibir. A bioinibição acontece quando ocorre o excesso de degradação de fibras de colágeno e outras biomoléculas na pele.

A fotobiomodulação utiliza fontes de luz monocromáticas (laser e LEDs) para realizar a modulação de processos bioquímicos relacionados ao metabolismo celular.

Lasers e LEDs são semelhantes, pois emitem radiação monocromática, contudo a radiação emitida pelos lasers é uma radiação estimulada e coerente, enquanto o LED emite radiação espontânea e não coerente. Saiba mais sobre o uso de LED no tratamento de feridas.

Basta entrar em contato com a equipe de enfermagem pelo telefone (61) 3036-6594 ou 9 9817-1242, ou por email administrativo@cenfewc.com.br. A equipe realizará o agendamento e de acordo com as informações prestadas definirá a necessidade de a visita ser acompanhada por enfermeiro e médico.

Os princípios que devem ser observados formam a palavra inglesa TIME, que tem como objetivo otimizar o leito da ferida, mediante a redução do edema, exsudato, carga bacteriana e de outros agravos que atrasam a cicatrização.

T (Tissue): que significa tecido não viável;

I (Infection):  significa inflamação / infecção;

M (Moisture):  que significa manutenção do meio úmido (exsudato);

E (Edge): significa epitelização das bordas da lesão.

 

Fonte da imagem: Instituto Andre Venturelli

A complexidade de uma lesão é determinada a partir da avaliação dos aspectos a seguir, realizada por um médico ou enfermeiro dermatologista (especialista):

Tempo de duração:

  • Aguda: lesão sem complicação, até 14 dias de duração. Exemplo: Lesões traumáticas, cirúrgicas e queimaduras;
  • Crônica: lesão de longa duração ou frequente recorrência, com duração de 6 semanas ou mais. Exemplo: Lesões de úlcera venosa, úlcera arterial, úlcera neuropática, úlcera diabética, lesão por pressão, úlcera neoplásica.

Mecanismos de cicatrização:

  • Primeira intenção: é quando a pele é cortada de maneira asséptica, limpa e a aproximação das bordas da lesão ocorre por sutura. Essas lesões geralmente cicatrizam sem complicações. Exemplo: lesões cirúrgicas.
    Fonte da imagem: Internet
  • Segunda intenção:  é o processo de cicatrização em feridas abertas com grande espessura ou perda tecidual total, com dano nos tecidos. As feridas abertas que se fecham por segunda intenção demandam mais tempo para cicatrizar, quando comparadas com as de primeira intenção, uma vez que não há aproximação das bordas. Necessitam de grande formação de tecido de granulação no preenchimento do espaço morto até que a contração e a epitelização aconteçam, podendo deixar uma cicatriz exuberante. Exemplo: lesões por mordedura.                                                                                                                    
    Fonte da imagem: Primeiros Socorros
  • Terceira intenção: a ferida é deixada aberta por um determinado período, funcionando como cicatrização por segunda intenção, sendo suturada posteriormente, como ferida de primeira intenção. Este procedimento é empregado geralmente nas feridas cirúrgicas com suspeita de infecção e faz necessário determinar se o processo de cicatrização está evoluindo sem infecção ou se há necessidade de iniciar a intervenção terapêutica específica. Um exemplo é o caso de remoção de um apêndice rompido associado ao processo de peritonite.

Conteúdo bacteriano:

  • Limpa: lesão livre de microorganismos, produzida em condições assépticas;
  • Limpa-Contaminada: lesão feita sob condições assépticas envolvendo cavidades corpórea que normalmente abriga microorganismos ou com tempo inferior a 6 horas entre o trauma e o atendimento sem contaminação significativa;
  • Contaminada: lesão com tempo superior a 6 horas entre o trauma e o atendimento e com presença de contaminantes, mas sem processo infeccioso local;
  • Colonizadas: lesão com presença de microorganismos transitórios, que não interferem no processo de cicatrização;
  • Infectadas: lesão com presença de agentes infecciosos, evidência de intensa inflamação, há interferência no processo de cicatrização.

Comprometimento Tecidual:

  • Espessura Parcial: comprometimento da epiderme e parte da derme.
  • Espessura Total: toda a epiderme, derme, hipoderme podendo se estender ao tecido muscular e ósseo.

Existem vários fatores que interferem, podendo ser fatores locais, fatores sistêmicos e tratamento tópico inadequado.

Exemplo desses fatores são:

  • Fatores Locais:
  1. Dimensão e profundidade da lesão;
  2. Grau de contaminação;
  3. Presença de secreção, hematoma e corpo estranho;
  4. Necrose tecidual;
  5. Infecção local.
  • Fatores Sistêmicos:
  1. Faixa etária como pessoas acima dos 45 anos;
  2. Estado nutricional como desnutrição, obesidade;
  3. Doenças Crônicas como Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial;
  4. Terapia medicamentosa associada como antinflamatório, antibiótico, esteróides.
  1. Sabão tensoativo;
  2. Soluções antisépticas.
Fonte da imagem: Nutrição e Assuntos Diversos

A Cicatrização de uma Ferida é dividida em 3 fases:

Inflamatória/Exsudativa: essa fase se inicia imediatamente após a lesão, com duração de 3 a 6 dias no qual ocorre:

  • Ativação da cascata de coagulação;
  • Liberação de sinais químicos como histamina;
  • Vasodilatação;
  • Diapedese;
  • Fagocitose realizado por neutrófilos e macrófagos;
  • Produção de matriz extracelular provisória.

 

Proliferativa: nessa fase há uma duração de até 3 semanas o que ocorre:

  • Angiongênese;
  • Proliferação de fibroblastos e produção de colágeno;
  • Reconstituição da matriz extracelular,
  • Reservatório e modulação de liberação de fatores de crescimento.

 

Reparadora/Remodelagem: de início com até 8 dias, em média, podendo chegar até 2 anos, a depender do grau, extensão e local da ferida. Nessa fase ocorre:

  • Progressiva diminuição da vascularização;
  • Apoptose;
  • Miofibroblastos;
  • Colagenase;
  • Reepitelização;
  • Reorganização do colágeno;
  • Maior força tensil.

 

Fonte da imagem: Plástica Plexus

A Reparação Tecidual ou reparação do tecido da ferida começa durante ou ao final do processo inflamatório e tem a finalidade do restabelecimento da integridade morfofuncional. Este processo é dividido em:

  • Regeneração: as células que morreram devido à agressão, são substituídas pelas células do parênquima do mesmo órgão, morfofuncionalmente idêntico; e
  • Cicatrização: as células lesadas não são substituídas por células parenquimatosas, mas por tecidos fibrosos.

Fonte da imagem: Internet

As camadas da pele são divididas em:

Epiderme: É a parte superficial da pele, que subdivide nas camadas:

  • Córnea: é a camada mais externa. Contém células anucleadas e proteína dura, fibrosa e insolúvel. Tem função de prevenir perda de líquido corpóreo e entrada de água, além de ser barreira para proteger os tecidos subjacentes contra lesões e infecções;
  • Lúcida: camada presente apenas nas palmas das mãos e planta dos pés. Áreas de epiderme espessa, camada transitória, sem qualquer atividade essencial;
  • Granulosa: é a camada de manutenção da superfície impermeável através dos filamentos de querato-hialina (impede a passagem de substâncias e água);
  • Espinhosa ou camada de Malpighi: camada constituída de queratinócitos, modificados após migração da camada basal, e células de Langerhans (reconhecem, processam e apresentam antígenos aos linfócitos, gerando uma resposta imunológica);
  • Basal ou Germinativa: origina as demais camadas. Tem participação vital na formação e manutenção da junção dermoepidérmica. É constituída por células basais, melanócitos e células de Merkel.

Derme: É a camada intermediária da pele, formada por fibras de colágeno, elastina e por grande quantidade de vasos sanguíneos e terminações nervosas. Subdivide em:

  • Papilar: camada mais superficial da Derme. Composta por fibras especiais e receptores sensitivos, que são os Corpúsculos de Meissner;
  • Reticular: camada mais densa e profunda. Constituída de fibroblasto, colágeno, glândulas, vasos sanguíneos, fibras musculares lisas, músculos eretores dos pêlos.
  • Perianexal: estrutura idêntica a camada Papilar, porém, dispõe-se entorno dos folícuos pilossebáceos, glândulas e vasos, e contém feixes finos de colágeno. Compõe a derme adventicial.

Hipoderme: camada rica em fibras e em células que armazenam gordura (células adiposas). A gordura armazenada no tecido subcutâneo constitui reserva de energia, atua como isolante térmico e protege contra traumas. Ela apoia e une a epiderme e a derme ao resto do seu corpo.

Fonte da imagem: Isis Mafra Esteticista