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Cicatrização: entenda o processo que é responsável pela regeneração cutânea

Por Gabriella Collodetti | Proativa Comunicação

A pele é conhecida por ser o maior órgão do corpo humano. Quando ocorre uma lesão na sua superfície, a tendência é que a cicatrização do local ferido ocorra, em média, entre 7 e 10 dias.

Esse processo de reparação é responsável por substituir o tecido lesionado por um novo, onde células especializadas são regeneradas. O tecido de granulação é formulado nesse período para que possa ocorrer a reconstrução local.

Curiosidade interessante: a cicatriz, proveniente da ausência da recuperação tecidual, aparece de uma regeneração que não foi perfeita. Quando a pessoa lesionada arranca a “casquinha” que dará espaço para a futura cicatriz, o organismo tem que realizar o processo de reparação novamente, o que atrasa a reconstrução da pele.

Etapas de cicatrização

Para dar espaço à reconstrução, o organismo faz um processo específico e natural para que não haja problemas a longo prazo. O corpo humano o divide em três etapas para que a cicatrização seja realizada, sendo elas:

Etapa inflamatória Com duração de 48 a 72 horas, essa etapa é conhecida por apresentar os sinais típicos de uma inflamação, sendo estes dor, calor e edema local. O processo inflamatório visa combater os agentes agressores para que o tecido cutâneo possa ser reparado.
 

 

Etapa proliferativa

 

 

É responsável pela reconstituição dos vasos sanguíneos e linfáticos. Em média dura entre 12 e 14 dias. Nesse período, também há produção de colágeno e migração celular. Para essa etapa, a cicatriz é conhecida pelo seu aspecto avermelhado.
 

 

Etapa de maturação

 

 

Conhecida também como etapa de remodelação, a maturação não possui uma duração específica. É por meio dela que há a reorganização do colágeno. Para esse período, a cicatriz tende a assumir uma cor semelhante ao restante da pele

 

Vale a pena ficar atento aos fatores que podem interferir nas etapas citadas acima. Fatores locais como infecção local, contaminação, lesões profundas e de difíceis reparação e até mesmo pressão sobre a cicatriz podem ser determinantes para prejudicarem a recuperação cutânea.

Fatores sistêmicos como idade, nutrição, doenças crônicas e medicamentos também podem retardar a cicatrização. Fique atento às recomendações do seu médico de confiança, viu?

Dicas de tratamento

O primeiro fato que as pessoas lesionadas devem ter em mente é que cada organismo possui a sua adaptação a métodos de tratamento. Após alinhamento com a equipe de saúde, é necessário conversar com o profissional sobre os aspectos da ferida – local, tamanho, profundidade, secreções, pus, sangue, dor e odor são informações fundamentais para determinar como será feito o tratamento para obter cicatrização.

Além disso, toda ferida precisa de remoção de impurezas, portanto, corpos estranhos, secreções e outros problemas com bactérias e micróbios devem ser retirados com produtos de limpeza apropriados e recomendados por enfermeiros de confiança.

Vale ressaltar que os tecidos sadios devem ser protegidos, isto é, o tecido morto e desvitalizado deve ser removido para evitar infecção. O ideal é consultar um profissional da área para o procedimento seja feito da maneira adequada. É importante ainda, neste período de lesão, evitar entrar em contato com potenciais alergênicos.

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