Queimaduras

Queimaduras em Crianças – saiba como preveni-las

Por Victor Gabriel.

Ver um filho machucado está entre as principais preocupações dos pais.

Quem tem filho por volta dos 2 anos tem nas mãos uma tarefa ainda mais árdua, pois esta é a idade em que os “pequenos” começam a andar e acabam subindo e se segurando em tudo, e, na maioria das vezes, é aí que mora o perigo das queimaduras, além de outros tipos de lesões e traumas.

Para se ter uma ideia do quanto a ocorrência de queimaduras é comum entre crianças, um estudo de 2012, intitulado “Queimaduras em crianças e adolescentes: caracterização clínica e epidemiológica*, estimou que as queimaduras acidentais seriam a quarta maior causa de mortes infantis no Brasil. Mas o que fazer para evitá-las?

 

Primeiramente, por que isso acontece?

A criança é curiosa por natureza, ainda mais na faixa etária de 2 a 6 anos. Por desconhecer os riscos associados aos acidentes domésticos acaba se colocando em situações de perigo, situações em que na maioria das vezes poderiam ser evitados se houvesse o acompanhamento necessário.

O maior vilão no caso das queimaduras é o descuido dos pais. Em geral devido à pressa ou por desconhecimento das causas acabam se descuidando, deixando de atentar para os gatilhos aos quais as crianças estão expostas e que podem levar à lesão.

 

O que faço para evitar as queimaduras?

A melhor arma contra acidentes é a prevenção, algumas atitudes podem te fazer evitá-las:

  • Não deixar panelas com os cabos do lado de fora ao cozinhar;
  • Não deixar algo que a criança possa usar como apoio para subir do lado do fogão;
  • Não deixar a panela no canto da pia quando for fazer aquele cafezinho;
  • Não deixar o ferro de passar sem apoio quando estiver passando a roupa;
  • Não deixar a criança brincar perto do forno quando estiver assando algum prato;
  • Não usar forros de mesa se a criança estiver aprendendo a andar, pois ela pode se apoiar e derrubar algo quente em cima dela;
  • Não deixar produtos inflamáveis ou corrosivos ao alcance das crianças;
  • Tomar cuidado ao se deslocar com algo quente nas mãos para não derrubar na criança;
  • Ensinar a criança sobre os riscos dos objetos da casa;
  • Entre outras.

Ao obedecer tais atitudes é possível reduzir as chances de um acidente com criança. Ainda assim, é importante que os pais sempre estejam próximos e atentos aos filhos, durante atividades, banhos, monitorando constantemente o local onde a criança está.

O meu filho se queimou, o que faço agora?

Saiba o que fazer nestes casos:

  • A primeira coisa a se fazer é manter a calma e colocar a parte queimada embaixo de água corrente. Além de evitar a dor, a água age evitando que o calor passe para áreas vizinhas e piore ainda mais a área lesionada.
  • Avalie a intensidade da queimadura, se estiver somente com vermelhidão e sem bolhas (1º grau) o uso de pomada para assaduras deve aliviar.
  • Se houver o aparecimento de bolhas (2º grau), procure imediatamente um serviço médico especializado ou pronto socorro e não estoure as bolhas. As bolhas preservam a umidade do local ferido e não exposto.
  • Nunca utilize métodos caseiros, tais como: uso de creme dental, margarina ou quaisquer outros produtos sem eficácia comprovada cientificamente.

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Fontes:
Fernandes, F. M. et al. Queimaduras em crianças e adolescentes: caracterização clínica e epidemiológica, Porto Alegre: Revista Gaúcha de Enfermagem, 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-14472012000400017>

Lucena, E.V. Figueiredo, T. Queimadura na infância: uma abordagem acerca das implicações para a saúde e qualidade de vida, João Pessoa: Temas em Saúde, 2017. Disponível em: <http://temasemsaude.com/wp-content/uploads/2017/05/17114.pdf>

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Cartilha de Tratamento de Queimaduras

Por: Ministério da Saúde.

No Brasil, as queimaduras representam um agravo significativo à saúde pública. Algumas pesquisas apontam que, entre os casos de queimaduras notificados no País, a maior parte ocorre nas residências das vítimas e quase a metade das ocorrências envolve a participação de crianças. Entre as queimaduras mais comuns, tendo as crianças como vítimas, estão as decorrentes de escaldamentos (manipulação de líquidos quentes, como água fervente, pela curiosidade característica da idade) e as que ocorrem em casos de violência doméstica. Por sua vez, entre os adultos do sexo masculino, as queimaduras mais frequentes ocorrem em situações de trabalho.

Os idosos também compreendem um grupo de risco alto para queimaduras devido à sua menor capacidade de reação e às limitações físicas peculiares à sua idade avançada. Já para as mulheres adultas, os casos mais frequentes de queimaduras estão relacionados às várias situações domésticas (como cozimento de alimentos, riscos diversos na cozinha, acidentes com botijão de gás etc.) e, eventualmente, até as tentativas de autoextermínio (suicídio).

Para saber mais sobre a cartilha Clique.

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II WOKSHOP ABORDA TRATAMENTO DE QUEIMADOS

Realizado no último dia 23, no auditório do IMP Concursos (unidade Sudoeste), a segunda edição do Workshop de Feridas reuniu 208 participantes profissionais de enfermagem, da saúde, fisioterapeuta e estudantes, que tiveram a oportunidade de aperfeiçoar conhecimento na área de tratamento de feridas, em especial de queimados.

Essa edição trouxe como tema o tratamento de queimados e sua reabilitação, áreas que tem despertado cada vez mais o interesse dos profissionais de enfermagem e fisioterapeutas.

Organizado pelo CENFE com apoio institucional do Coren-DF e da Faculdade UnyLeya o evento consolida o objetivo do Centro de Feridas de trazer periodicamente aos profissionais de saúde discussões acerca do universo do tratamento de feridas.

A evento contou com palestras das enfermeiras Daniela Borges Matias, que atua na Unidade de Queimados do Hospital HRAN, e Camila Gotelip Tebas Aprigio, especialista em Enfermagem Dermatológica e em Saúde da Família, e pelas Fisioterapeuta Denise Rabelo, especialista em Ortopedia,Traumato e Reumatologia, da Unidade de Queimados do Hospital HRAN e Geisa Rabelo, especialista em reabilitação de queimados pelo Hospital Sírio Libanês.

O evento foi marcado pela presenta da Responsável Técnica do CENFE, Mariana Rosalino, enfermeira, que abriu as turmas do workshop e conversou com os participantes durante o evento.

“Agradecemos a participação de vocês nessa segunda edição do workshop de feridas. Sabemos que esse é um tema importante para os profissionais de saúde, especialmente os de enfermagem, por isso essa edição consolida nosso objetivo de trazer conhecimento para o mercado”, comentou Mariana.

Define-se por queimadura o trauma grave, com repercussões sociais, econômicas e de saúde pública que necessita da atenção de órgãos governamentais. Para a Daniela Matias a queimadura está entre as principais causas de morbidade e mortalidade, sendo um trauma de grande complexidade e de difícil tratamento.

“A queimadura está entre as principais causas de morbidade e mortalidade, sendo um trauma de grande complexidade e de difícil tratamento.”

O CENFE começa a organizar a III edição do Workshop de Feridas e o I Curso de Feridas aprofundado para profissionais que busquem consolidar conhecimentos na área. Mais informações pelo email administrativo@cenfewc.com.br

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Aloe Vera noTratamento de Queimaduras

Por: Revista Brasileira de Queimaduras

Todos os anos, em média, 1,5 milhão de pessoas são vítimas de queimaduras no Brasil. O tratamento das lesões é complexo e exige a participação de uma equipe multidisciplinar, a fim de se evitar infecções locais e generalizadas, cicatrizes hipertróficas, desconforto e traumas psicológicos ao paciente. O primeiro agente de escolha das instituições de saúde para o tratamento de queimaduras é a sulfadiazina de prata, um eficiente antimicrobiano disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2012, o SUS incluiu, em sua relação de medicamentos essenciais à população (RENAME), o fornecimento de dois medicamentos fitoterápicos à base de babosa (Aloe vera) e aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi), os quais possuem ação cicatrizante muito conhecida na medicina popular.

Esse estudo tem como objetivo comparar o efeito terapêutico da sulfadiazina de prata em relação aos medicamentos fitoterápicos à base de babosa e aroeira.

Para saber mais sobre o estudo, Clique.

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Ação do Gel Polihexanida em Queimados

Por: Revista In Derme, Enfermagem Atual.

A queimadura é uma das mais devastantes afecções encontradas na medicina, afetando o indivíduo no aspecto físico, psicológico e social. De acordo com dados da National Burn Information Exchange, as lesões por queimadura são a terceira causa de morte acidental em todas as faixas etárias, 75% dessas lesões resultam da ação da vítima e ocorrem no ambiente domiciliar.

O uso de novas tecnologias para cobertura e controle de infecções vem mostrando ser uma medida que contribui para a redução significativa da morbimortalidade por queimaduras. Consequentemente, vem resguardando um melhor prognóstico ao paciente, visando a diminuição de sequelas e uma melhor qualidade de vida.

Este estudo descritivo aborda a evolução do tratamento tópico ideal para uma assistência mais humanizada para a clientela de queimados.

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