Pé Diabético

Diabetes e os seus diferentes tipos de problemas

Por Gabriella Collodetti | Proativa Comunicação

De acordo com o Calendário da Saúde, publicado pelo site oficial do Ministério da Saúde, comemora-se no dia 27 de junho o Dia Internacional do Diabético. A data comemorativa nasceu com o intuito de promover a conscientização da sociedade acerca da doença e de suas formas de tratamento.

Hoje em dia, estima-se que 13 milhões de brasileiros, entre 20 e 79 anos, sofrem com a diabetes. Os dados foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e preocupam os médicos e a população por ser um assunto delicado e que exige muita atenção.

Mas, afinal, o que é diabetes mellitus? A doença metabólica é responsável pelo aumento anormal de açúcar no sangue. Apesar da glicose ser essencial como fonte de energia para o organismo, o seu excesso traz complicações para a saúde. A falta de tratamento traz diversos problemas, desde infarto do coração, cegueira até dificuldade de cicatrização de feridas.

Você sabia, por exemplo, que uma em cada quatro pessoas diabéticas pode adquirir problemas nos pés ao longo da vida? Àqueles que negligenciam cuidados preventivos principalmente!

A partir daí, surgiu uma expressão comum na área de saúde: o pé diabético. O termo compreende o conjunto de complicações nos pés ou nos membros inferiores, associado a normalidades neurológicas e doenças vasculares periféricas, incluindo lesões.

 

Doença silenciosa – Os sintomas do diabetes demoram, muitas vezes, a se manifestar. A doença é considerada até mesmo assintomática, isto é, não apresenta sintomas. Isso dificulta diversos tratamentos e pode, além de tudo, prejudicar o futuro tratamento.

Já é de conhecimento médico que o problema é influenciado geneticamente, todavia, não é uma doença exclusivamente genética. O sobrepeso, a alimentação rica em açúcar e gorduras e a ausência de atividade física potencializam a sua aparição.

É importante compreender que a forma mais comum da doença é o diabetes tipo 2 e corresponde a um grande percentual de casos no mundo. Entretanto, é possível encontrar o pré-diabetes e também o diabetes tipo 1 em diversas pessoas.

Vamos entender melhor?

Pré-diabetes Alteração no metabolismo capaz de evoluir para diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. Neste caso, os níveis de glicose no sangue já estão elevados, mas não o suficiente para classificá-la como tipo 2.
 

 

Diabetes tipo 1

 

 

 

O problema é, normalmente, diagnosticado em crianças, adolescentes e jovens adultos. O corpo da pessoa afetada confunde e ataca células saudáveis do organismo que ficam no pâncreas e são responsáveis pela produção da insulina. O tipo 1 da doença costuma está relacionado a fatores genéticos, entretanto, fatores externos podem desencadear o problema.
 

 

 

Diabetes tipo 2

 

 

Excesso crônico de açúcar no sangue que pode gerar infarto, perda de visão e outros problemas de saúde. Nesse caso, a causa da glicemia alta é ocasionada por existir uma resistência à insulina.
 

 Diabetes gestacional

 

 

Ocorre quando os hormônios produzidos pela placenta e outros fatores relacionados à gravidez aumentam a resistência das mulheres à insulina.

É importante frisar que só pode ser considerado diabetes gestacional se a mulher não tiver apresentado altos níveis de açúcar no sangue antes da gravidez.

 

Esteja atento à sede excessiva, urina em maior escala, fome além do normal, tontura, cansaço, perda de peso, visão embaçada e infecções nas regiões genitais. Esses sintomas costumam apontar que algo está errado no corpo e, possivelmente, indicam um caso de diabetes.

Mas, é claro, não dispense a consulta com um profissional qualificado para esclarecer dúvidas e apresentar um diagnóstico. E, acima de tudo, se cuide! Faça exames rotineiros para estar sempre com a saúde em dia.

Cenfe e o diabetes – Como contribuição a essa parcela da população atingida pelo diabetes, o Cenfe oferece a possibilidade de melhorar a sua qualidade de vida e evitar as complicações mais severas da doença, que inclui o pé diabético.

Visando esse fator, foi criado o Programa de Prevenção ao Pé Diabético com foco na promoção da saúde, buscando acompanhar e informar sobre riscos, agravos e lesões em pessoas diabéticas, bem como aumentar a compreensão acerca dos problemas associados à diabetes mellitus que podem ocasionar o Pé Diabético.

Para participar basta se inscrever no nosso próprio site.

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Vamos falar sobre Pé Diabético

A expressão “Pé diabético” resume o conjunto de complicações nos pés, incluindo as ulcerações (lesões, feridas), frequentes em pessoas portadoras de Diabetes Mellitus (DM), podendo ocasionar a amputação do membro.

Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à amputação do membro afetado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o “Pé Diabético” como uma situação de infecção, ulceração ou também destruição dos tecidos profundos dos pés, associada a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica, nos membros inferiores de pacientes com diabetes mellitus.

No Brasil, aproximadamente 12,5 milhões de pessoas (quase 9% de toda a população) vivem com diabetes. Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima-se que 50% desse público desconhece ser portador de sua própria doença.

Estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida, em especial pessoas que negligenciam os cuidados preventivos ao surgimento de lesões. Ou seja, mais de 3 milhões de pessoas são atingidas por complicações nos pés em decorrência de Diabetes.

Anualmente > de  1 milhão de pessoas com diabetes perdem pelo menos uma parte da perna como consequência das complicações da diabetes.

A complicação do Pé Diabético pode ter as seguintes ORIGENS:

  • NEUROPÁTICA (Polineuropatia periférica – PND)

Quando ocorrem alterações em nervos que resultam na redução da sensibilidade à dor, deformidades ou limitação da mobilidade articular.

Este tipo de lesão se localiza mais na planta dos pés, onde incide maior pressão. Esta complicação afeta 50% dos pacientes que apresentam lesões nos pés em decorrência do Diabetes, sendo o fator causal mais importante para as lesões nos pés dos pacientes diabéticos

  • VASCULAR OU ISQUÊMICA (Doença arterial periférica – DAP)

Quando ocorrem problemas circulatórios nas extremidades dos membros inferiores (pernas e pés). A lesão venosa ocorre com maior frequência, surgindo próxima aos maléolos mediais (as proeminências ósseas que existem nos ossos da tíbia e da fíbula).

  • NEUROVASCULAR

Quando ocorre a combinação das complicações neuropáticas, vasculares e infecciosas.

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Outras situações que também originam o Pé Diabético: Pacientes com histórico de lesões ou amputações, traumas localizados nos membros inferiores em pessoas diabéticas, a Doença renal do diabetes, Retinopatia diabética.

Além disso, a condição do social e econômica da pessoa diabética, bem como as condições de moradia e a inacessibilidade aos serviços de saúde estão entre as situações que podem originar e agravar quadros de pé diabético.

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Sintomas do Pé Diabético

Os sintomas estão relacionados às origens das complicações. Se você é portador de Diabetes Melitus e observar qualquer dos sintomas a seguir converse com o seu médico ou agende atendimento (clique):

  • Sensação de formigamento, queimação ou dormência nos pés;
  • Pés frios, pálidos, com a pele fina e com pulsos diminuídos, podendo também ficar inchados.
  • Vermelhidão, dor, hipersensibilidade e inflamação com pus.

Os sintomas mais frequentes são formigamentos e sensação de queimação.

Os sintomas nem sempre são reconhecidos. É importante ao diabético ter atenção e relatar ao médico sintomas como: queimação, formigamentos, dormência, dor (facada, pontada), fraqueza ou fadiga e câimbras.

PREVENÇÃO

O autoexame é muito importante.

A pessoa deve examinar os pés diariamente. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém.

Deve-se verificar a existência de:

  • Pequenas feridas, bolhas, áreas avermelhadas
  • Proeminências ósseas e mudanças na forma dos pés.
  • Frieiras;
  • Cortes;
  • Calos;
  • Rachaduras;
  • Feridas;
  • Alterações de cor da pele (se está arroxeada);
  • Alterações das unhas (demoram a crescer);
  • Ausência de pelos.

Importante: Ao identificar uma ou mais situações supramencionadas deve-se procurar orientação médica ou de enfermagem especialista.

A diminuição da sensibilidade pode apresentar-se como lesões traumáticas indolores, às vezes o diabético se machuca e não percebe e essa lesão pode aumentar e infeccionar.

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Tratamento de Feridas e Lesões em Pé Diabético

O tratamento do pé diabético deve ser feito com a orientação de um médico ou enfermeiro especialista, que irá definir o tratamento em função do tipo e da gravidade da lesão.

O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, pomadas, curativos e, em casos mais graves, cirurgias. Se você é portador diabetes melitus e constatou o surgimento de lesão nos membros inferiores, procure imediatamente seu médico.

O CENFE coloca à disposição das pessoas diabéticas e pacientes com pé diabético o Programa de Prevenção de Pé Diabético “Um passo à frente”. Conheça! Inscreva-se.

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Referências:

  • SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
  • Federação Internacional do Diabetes (IBF)
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Neuropatia e Doença Arterial em Diabéticos

Ontem (17) a professora Luz Marina (Enfermeira, Doutoranda em Ciências da Saúde da UNB) iniciou o 2º Cenfe de Workshop em Feridas abordando o tema “Rastreamento de Neuropatia e Doença Arterial Periférica em Pacientes Diabéticos”.

Em sua aula foram apresentadas abordagens relacionadas a ao diabetes no mundo e no Brasil, conceitos do pé diabético, epidemiologia, avaliação de risco de ulceração, triagem da neuropatia e da doença arterial periférica, evidências científicas sobre os fatores de riscos e suas complicações, além de aspectos de prevenção, cuidados e orientação após as complicações.

O conteúdo e os materiais de estudo estão disponível aos interessados no tema. Clique AQUI para acessar.

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Diabéticos: Neuropatia e dormência durante a vida

A neuropatia é a incapacidade de sentir dor no pé, resultante de danos nos nervos causados por níveis elevados de glicose no sangue. Quando a pessoa é diagnosticada com neuropatia e portadora de uma úlcera do pé diabético, o cuidado da ferida é fundamental para o processo de cicatrização.

Os cuidados com os pés para os diabéticos incluem a prevenção de infecções, retirando a pressão da área ferida, removendo a pele e os tecidos mortos, o uso de medicamentos e curativos e monitorando a glicose no sangue. Se uma infecção é diagnosticada, o tratamento de feridas também pode significar antibióticos e tratamento cirúrgico.

 

Sobre Úlcera do Pé-Diabético

“Úlceras do pé diabético são feridas abertas, muitas vezes localizadas na parte inferior do pé.”

As úlceras são causadas por falta de sensibilidade, má circulação, deformidades, calçados que não suportam, açúcar no sangue descontrolado, história de ulceração do pé, irritação e trauma.

Nossa prática de diagnóstico, controle e prevenção oferece os seguintes serviços:

  • Ultrassom vascular para avaliar a má circulação
  • Ultrassom para avaliar lesão nos tecidos moles
  • Avaliação local da lesão e definição de conduta
  • Acompanhamento permanente para controle da doença de base

 

Sintomas comuns de úlcera do pé diabético incluem:

  • DRENAGEM
  • VERMELHIDÃO
  • INCHAÇO
  • ODOR

 

Você atualmente sente algum destes sintomas? Marque uma consulta e visite a nossa equipe especialista em tratamento de feridas.

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