Tratamento de Feridas

Falta de conhecimento prejudica processo de cura de lesões

Todo ferimento deve ser avaliado por um profissional. Além disso, é importante saber detalhes básicos de cuidados para não agravar o quadro clínico da ferida.

Feridas que não são cuidadas de forma correta podem gerar problemas de cicatrização e também de infecção. Atualmente, muitas pessoas cometem erros básicos que podem agravar o quadro clínico. Para evitar esse problema, é importante conhecer os procedimentos padrões para o tratamento dos ferimentos, pois, dessa forma, é possível curar a pele efetivamente.

“A ausência de cuidados é responsável pela piora e/ou pela lentidão na melhora das lesões. Um dos maiores fatores para esse problema é a falta de conhecimento do paciente sobre a maneira apropriada para cuidar de feridas específicas. Isso pode agravar o quadro”, explica Igor Nunes, médico cirurgião geral e vascular e coordenador técnico do Cenfe Wound Care.

É importante estar atento aos primeiros sinais das feridas. Pacientes com fatores de risco, como diabetes, insuficiência arterial ou venosa possuem predisposições eventualmente aumentadas para a abertura de machucados em membros inferiores.

“Qualquer vermelhidão merece atenção especial nessas pessoas”, complementa Nunes.

Segundo os profissionais de enfermagem, feridas do dia a dia podem e devem ser lavadas para que sejam higienizadas. Entretanto, as lesões crônicas devem fugir da água, pois, com esse contato, a tendência de desencadear uma grave contaminação do paciente é extremamente elevada.

O médico cirurgião geral e vascular ainda pontua a importância de estar sempre de olho nos ferimentos que aparecem no corpo. Juntamente a esse fator, é necessário ter ciência das possíveis enfermidades que ocasionam lesões.

“Atenção às doenças crônicas associadas a feridas é muito importante, pois permite que você tenha um controle sobre o seu corpo e possa procurar um profissional especializado no assunto”, aconselha.

 * * *

Dicas de tratamento – Inicialmente, é necessário examinar a ferida: local, tamanho, profundidade, secreções, pus, sangue, dor e odor são informações fundamentais para determinar como será feito o tratamento para obter cicatrização.

Além disso, toda ferida precisa de remoção de impurezas, portanto, corpos estranhos, secreções e outros problemas com bactérias e micróbios devem ser retirados com produtos de limpeza apropriados e recomendados por enfermeiros de confiança.

Vale ressaltar que os tecidos sadios devem ser protegidos, isto é, o tecido morto e desvitalizado deve ser removido para evitar infecção. O ideal é consultar um profissional de enfermagem ou médico para que o procedimento seja feito da maneira adequada. É importante ainda, neste período de lesão,  não entrar em contato com possíveis alergias.

Outras informações podem ser obtidas com a equipe assistencial Cenfe Wound Care. Clique a aqui e Fale Conosco.

Leia mais...

Multidisciplinar é bom, mas o melhor mesmo é ser transdisciplinar.

Por Everaldo Araújo.

Por muito tempo os pacientes foram assistidos por profissionais que  no momento estivesse precisando, por exemplo: se um indivíduo sentisse dor muscular, procurava um ortopedista, que por sua vez lhe tratava a dor muscular.

Com a evolução da forma de tratar e as novas experiências surgiram os ambulatórios com as equipes  multidisciplinar/   multiprofissional este modelo chegaria com  a expectativa de agregar várias especialidades em um único local, trazendo comodidade ao cliente e facilitando o trabalho do profissional; você dispunha de um espaço onde havia profissionais de várias áreas, porém não comunicavam-se acerca do seus clientes/pacientes.

Mais uma evolução aconteceu e passamos a contar com  uma  equipe interdisciplinar, onde a partir daí iniciamos a estabelecer uma comunicação entre o paciente e os demais membros da equipe. Nesse caso o paciente que sentisse uma dor muscular, poderia ser visto por além de um ortopedista, um clinico, hematologista, nefrologista e outros.

A interdisciplinaridade abriu as portas para a chegada do que chamamos hoje de equipe transdisciplinar onde nessa modalidade, o paciente tem a possibilidade de ser atendido por um ortopedista, ser encaminhado para um clinico geral, que por sua vez poderá ser direcionado para um hematologista para investigar um eventual diagnóstico de anemia falciforme, nesse modelo os profissionais se comunicam falam uns com os outros sobre a história do paciente, suas hipóteses diagnósticas e suas variadas formas de tratamento.

A interdisciplinaridade abriu as portas para a chegada do que chamamos hoje de equipe transdisciplinar.

Para bem ilustrar apresentamos um modelo muito interessante, didático e de fácil compreensão desenvolvido pelo professor Jantsch  que encontra-se disponível a todos no endereço mencionado em seguida.

Erich Jantsch autor do modelo em anexo. (8 de janeiro de 1929 – 12 de dezembro de 1980) foi um americano austríaco, engenheiro, educador, escritor, consultor e futurista, especialmente conhecido por seu trabalho no movimento de concepção de sistemas sociais na Europa na década de 1970.

      Fonte da imagem: https://mariatherezaamaral.files.wordpress.com/2011/07/trans21.jpg

 

* * *

O tratamento transdisciplinar é importante na área de tratamento de feridas

Um exemplo é o tratamento do pé diabético, entre as atividades do segmento de tratamento de feridas e lesões complexas. O tratamento do pé diabético por um único profissional está longe do adequado, em geral, para uma boa assistência dos pacientes com essa patologia são necessários esforços e expertise de especialidades como a endocrinologia, infectologia, ortopedia, oftalmologia, cirurgia plástica e cirurgia vascular, nutrologia e estomaterapia, podiatria, geriatria e fisiatria.

O ambulatório de tratamento de Feridas Cenfe atua de forma transdisciplinar nas condutas de recuperação de lesão.

Leia mais...

Terapia de Fotobiomodulação no tratamento de Feridas

Há diferentes tecnologias, técnicas e termos empregados na área de tratamento de feridas. Em alguns casos um mesmo termo é representado por outros nomes, nomenclaturas e siglas, mas que essencialmente têm o mesmo significado. Este é o caso da Terapia de Fotobiomodulação.

Terapia de Fotobiomodulação é a terapia que se baseia na interação da luz (Laser de Baixa Intensidade ou Diodo emissor de luz – LED) com os tecidos do corpo humano, estimulando os processos fotofísicos, fotoquímicos e fotobiológicos em nível mitocondrial e aumentando o metabolismo celular, podendo acelerar cicatrização, aliviar dores e drenar inflamações. Esta terapia tem se mostrado efetiva como acelerador no processo de cicatrização de ferida, melhorando a recuperação da lesão.

Os termos Laserterapia (terapia com o uso de luz Laser), Ledterapia (terapia com o uso de luz Led), Terapia ILIB (do termo em inglês Intravascular Laser Irradiation of Blood ou irradiação de luz Laser sobre o sangue), são formas Terapia de Fotobiomodulação, pois se baseiam na interação da luz com o tecido do corpo.

Desse mesmo modo, os termos Fototerapia e Terapia Luminosa, às vezes empregados, também representam a Terapia de Fotobiomodulação.

Ao se fazer Laserterapia, Ledterapia, ILIB, Fototerapia ou Terapia Luminosa está se fazendo Terapia de Fotobiomodulação.

O termo Fotobiomodulação é geralmente usado para abordar de forma mais abrangente a ação da luz com objetivos terapêuticos, cujo efeito pode ser bioestimular ou bioinibir. Já os demais termos são comumente utilizados para representar serviços oferecidos por unidades de saúde.

A fotobiomodulação utiliza fontes de luz monocromáticas (laser e LEDs) para realizar a modulação de processos bioquímicos relacionados ao metabolismo celular.

Lasers e LEDs são semelhantes, pois emitem radiação monocromática, contudo a radiação emitida pelos lasers é uma radiação estimulada e coerente, enquanto o LED emite radiação espontânea e não coerente.

Na área da saúde são utilizados 4 (quatro) tipos de cores para a Fotobiomodulação (o comprimento da onda da luz é o que determina a cor):

  • Luz Led azul: utilizada no tratamento de acnes. Possui função bactericida, promove hidratação da pele e auxilia no clareamento de manchas superficiais e olheiras.
  • Luz Led âmbar: utilizada no tratamento de flacidez da pele (estimula o metabolismo do fibroblasto).
  • Luz Laser vermelho: Atua na derme como ativadora de fibroblastos e células de reorganização e firmeza da pele. Aumenta a deposição de colágeno e reduz a atividade da colagenase nas papilas dérmicas. Utilizada no tratamento de feridas.
  • Luz Laser infra-vermelha: Age desde a derme profunda até a camada muscular, fazendo ativação dos fibroblastos, degranulação de mastócitos (ação antiinflamatória) e analgesia temporária. Consegue alterar a permeabilidade celular, para água e oxigênio que o sangue carrega para as células melhorando a absorção. Utilizada no tratamento de feridas.

O comprimento da onda e a potência devem ser definidos pelo profissional de saúde responsável pela aplicação, de acordo com os resultados que se pretende obter. A recomendação do tratamento de feridas deve ser orientada por um médico ou profissional de enfermagem.

Saiba mais sobre o uso de LED no tratamento de feridas.

 

TERAPIA FOTODINÂMICA 

A Terapia Fotodinâmica, embora se utilize do laser de baixa intensidade ou do diodo emissor de luz (LED), não é uma Terapia de Fotobiomodulação. A terapia fotodinâmica é uma reação química ativada pela luz usada para destruição seletiva de um tecido e requer um agente fotossensibilizante no tecido-alvo (azul de metileno, por exemplo), uma fonte de luz e oxigênio.

Leia mais...

Autonomia no Cuidado de Pessoas com Feridas

Facilidades e Dificuldades à Autonomia Profissional de Enfermeiros no Cuidado de Pessoas com Feridas: Estudo de Representações Sociais. Pesquisa.

A autonomia profissional pressupõe independências moral e intelectual para usufruir da capacidade de governar-se
pelos próprios meios e tomar decisões livremente. Esta pesquisa teve por objetivo analisar as representações sociais
elaboradas por enfermeiros sobre as dificuldades para estabelecer uma autonomia profissional no cuidado às pessoas com feridas.

Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, delineada a partir da teoria de representações sociais em sua abordagem processual, realizada com 31 enfermeiros que desempenhavam suas funções em um hospital público municipal do estado do Rio de Janeiro. As entrevistas foram transcritas e submetidas à análise de conteúdo temática, instrumentalizada pelo software Nvivo 10.

No pensamento social dos enfermeiros, se a ausência da comissão de curativos, a indisponibilidade de produtos variados para coberturas, o cerceamento da liberdade de atuação pela instituição e a ausência de protocolos prejudicam a plenitude da autonomia profissional, este quadro pode ser revertido pelo estabelecimento da comissão de curativos, fornecimento de coberturas para eles, provimento da liberdade de atuação hospitalar e desenvolvimento de protocolos institucionais.

Os enfermeiros percebem fatores que podem dificultar o exercício da autonomia profissional, mas que podem ser solucionados, dependendo das modificações realizáveis no contexto institucional.

Conclui-se haver dualidade da instituição na representação social dos sujeitos, que a abordam ora como facilitadora da autonomia profissional, ora enquanto sua inibidora, baseando-se no contexto laboral que promovem aos enfermeiros em suas atividades junto a pessoas com lesões de pele.

 

Confira o estudo

Leia mais...

Cartilha de Tratamento de Queimaduras

Por: Ministério da Saúde.

No Brasil, as queimaduras representam um agravo significativo à saúde pública. Algumas pesquisas apontam que, entre os casos de queimaduras notificados no País, a maior parte ocorre nas residências das vítimas e quase a metade das ocorrências envolve a participação de crianças. Entre as queimaduras mais comuns, tendo as crianças como vítimas, estão as decorrentes de escaldamentos (manipulação de líquidos quentes, como água fervente, pela curiosidade característica da idade) e as que ocorrem em casos de violência doméstica. Por sua vez, entre os adultos do sexo masculino, as queimaduras mais frequentes ocorrem em situações de trabalho.

Os idosos também compreendem um grupo de risco alto para queimaduras devido à sua menor capacidade de reação e às limitações físicas peculiares à sua idade avançada. Já para as mulheres adultas, os casos mais frequentes de queimaduras estão relacionados às várias situações domésticas (como cozimento de alimentos, riscos diversos na cozinha, acidentes com botijão de gás etc.) e, eventualmente, até as tentativas de autoextermínio (suicídio).

Para saber mais sobre a cartilha Clique.

Leia mais...

Diagnóstico Precoce do Pé Diabético

Por: Sociedade Brasileira de Diabetes.

O pé diabético é conceituado no glossário do Guidance (Recomendações) 2015, do IWGDF (International Working
Group on the Diabetic Foot ou Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético), como “infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos moles associadas a alterações neurológicas e vários graus de doença arterial periférica (DAP) nos membros inferiores”. Os dados epidemiológicos são variados e denotam a diversidade regional dos desfechos
dessa complicação: em países desenvolvidos, a DAP é o fator complicador mais frequente, enquanto nos países em desenvolvimento, a infecção é, ainda, uma complicação comum das úlceras dos pés em pacientes diabéticos (UPD), resultando em amputações. A frequência e gravidade também deve-se a diferenças socioeconômicas, tipo de calçados usados e cuidados, que não são padronizados em escala nacional nesses países.

Para saber mais, acesse Clique.

Leia mais...

Fitoterapia: Indicação à cicatrização de feridas

A fitoterapia é o ramo da medicina que utiliza plantas medicinais e fitoterápicos para o tratamento das enfermidades, conforme definido na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares – PNPIC, no Sistema Único de Saúde (SUS).

A fitoterapia é uma terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal. O uso de plantas medicinais na arte de curar é uma forma de tratamento de origens muito antigas, relacionada aos primórdios da medicina e fundamentada no acúmulo de informações por sucessivas gerações.

Entre as plantas medicinais indicadas para cicatrização de feridas, com comprovadas ações, se destacam:

  • Anacardium occidentale L.(cajueiro)
  • Caesalpinia ferrea Mart. (pau-ferro)
  • Casearia sylvestris Sw. (guaçatonga)
  • Schinus terebinthifolia Raddi (aroeira)
  • Stryphnodendrom adstrigens (Mart.) Coville (barbatimão)
  • Calendula officinalis L. (calêndula)
  • Polygonum punctatum Elliott (erva-de-bicho)
  • Coronopu didymus (L.) Smith (mastruço)
  • Aloe Vera (L.) (babosa)
  • Helianthus annuus (girassol).

Podem ser utilizadas por meio de muitas formas farmacêuticas, disponibilizadas na Fitoterapia, tais como: preparações extemporâneas (infusão e decocção – chamados popularmente de chás), tinturas, gel, creme, pomada, óleo.

A Resolução RDC n10, de 9 de março de 2010 apresenta uma lista de plantas medicinais, com informações sobre nome científico, popular, indicação, modo de uso, contraindicações, interações medicamentosas e efeitos adversos para preparações extemporâneas.

O municipio de Betim (MG), de Londrina (PR) e o Formulário Nacional de Fitoterápicos, apresentam alguns protocolos de fitoterapia de enfermagem com formulações para o tratamento de feridas. Conheça:

Creme de Barbatimão 10% + Óleo de Girassol – 60g

  • Indicação: Cicatrização de feridas em fase de granulação e escoriações.
  • Modo de usar: aplicar no local afetado 2 a 3 vezes ao dia, após higienização com solução fisiológica. Alerta quanto ao uso em idoso, pois pode provocar o aparecimento de fibrina.

Creme de Calêndula 5% + Barbatimão 5% – 30 e 60g

  • Indicação: Cicatrização de feridas que apresentem pequeno processo inflamatório e inicio de fase de  granulação; úlceras de decúbito fase II (ferida); feridas com hiperceratose.
  • Modo de usar: aplicar no local afetado 2 a 3 vezes ao dia, após higienização com solução fisiológica

Óleo de Girassol – 100ml

  • Indicação: Úlceras abertas com ou sem inflamação, cobertura primária em curativos (embeber a gaze)
  • Modo de usar: Aplicar na lesão, após assepsia, uma a duas vezes ao dia, ou a cada troca de curativo.

Creme de Calêndula a 10%:

  • Indicação: Dermatites de contato, inclusive dermatite de fralda ou amoniacal; dermatites eczematosas; feridas com processo inflamatório intenso; feridas em fase proliferativa com pouco ou nenhum exsudato; fístula extra bucal com secreção, processos inflamatórios na face (impetigo nasal, ressecamento perilabial, eczemas, dermatites, abrasão por trauma)
  • Modo de uso: aplicar no local afetado 2 a 3 vezes ao dia após higienização com solução fisiológica.

As plantas medicinais podem ser uma alternativa de grande relevância para o processo de cicatrização de feridas, que começam a fazer parte da atenção à saúde brasileira, considerando que seu uso seja validado por estudos para verificar seu potencial cicatrizante, comprovação clínica, custos e benefícios, e a constante atualização acerca das publicações realizadas.

Antes de iniciar qualquer tratamento, entretanto, é recomendado procurar um médico ou um profissional da saúde para auxiliar na definição da melhor conduta para o tratamento e acompanhar a evolução.


Fontes:

  • Telesaúde Santa Catarina

Bibliografia recomendada

  1. Piriz MA, et al. Plantas medicinais no processo de cicatrização de feridas: uma revisão de literatura.Rev. bras. plantas med. [online]. 2014; 16 (3): 628-636. ISSN 1516-0572.  Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1983-084X/12_178. Acesso em: 29 jan 2015.
  2. Brasil. Resolução RDC nº 10, 9 de março de 2010.  Acesso em: 29 jan 2015.
  3. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopéia Brasileira / Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2011. 126p. Acesso em: 29 jan 2015.
  4. SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE BETIM. DIRETORIA DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA. Protocolo de enfermagem de fitoterapia. Acesso em: 29 jan 2015.
  5. LONDRINA. Prefeitura do Município. Autarquia Municipal de Saúde. Fitoterapia: protocolo/. Prefeitura do Município – 3. ed. – Londrina, Pr. 2012. 99. Acesso em: 29 jan 2015.
Leia mais...

Facilidades e Dificuldades do Enfermeiros no Cuidado

Por: Revista Estima

A autonomia profissional pressupõe independências moral e intelectual para usufruir da capacidade de governar-se
pelos próprios meios e tomar decisões livremente. Esta pesquisa teve por objetivo analisar as representações sociais
elaboradas por enfermeiros sobre as dificuldades para estabelecer uma autonomia profissional no cuidado às pessoas com feridas.

No pensamento social dos enfermeiros, se a ausência da comissão de curativos, a indisponibilidade de produtos variados para coberturas, o cerceamento da liberdade de atuação pela instituição e a ausência de protocolos prejudicam a plenitude da autonomia profissional, este quadro pode ser revertido pelo estabelecimento da comissão de curativos.

Conclui-se haver dualidade da instituição na representação social dos sujeitos, que a abordam ora como facilitadora da autonomia profissional, ora enquanto sua inibidora, baseando-se no contexto laboral que promovem aos enfermeiros em suas atividades junto a pessoas com lesões de pele.

Para saber mais sobre o estudo, Clique.

Leia mais...

Aloe Vera noTratamento de Queimaduras

Por: Revista Brasileira de Queimaduras

Todos os anos, em média, 1,5 milhão de pessoas são vítimas de queimaduras no Brasil. O tratamento das lesões é complexo e exige a participação de uma equipe multidisciplinar, a fim de se evitar infecções locais e generalizadas, cicatrizes hipertróficas, desconforto e traumas psicológicos ao paciente. O primeiro agente de escolha das instituições de saúde para o tratamento de queimaduras é a sulfadiazina de prata, um eficiente antimicrobiano disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2012, o SUS incluiu, em sua relação de medicamentos essenciais à população (RENAME), o fornecimento de dois medicamentos fitoterápicos à base de babosa (Aloe vera) e aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi), os quais possuem ação cicatrizante muito conhecida na medicina popular.

Esse estudo tem como objetivo comparar o efeito terapêutico da sulfadiazina de prata em relação aos medicamentos fitoterápicos à base de babosa e aroeira.

Para saber mais sobre o estudo, Clique.

Leia mais...

Manual do Pé Diabético

Por: Ministério da Saúde

O Pé Diabético está entre as complicações mais frequentes do Diabetes Mellitus (DM) e suas consequências podem ser dramáticas para a vida do indivíduo, desde:

  • Feridas crônicas;
  • Infecções;
  • Amputações de membros inferiores.

O exame periódico dos pés propicia a identificação precoce e o tratamento oportuno das alterações encontradas, possibilitando assim a prevenção de um número expressivo de complicações do Pé Diabético. (BRASIL, 2013).

Chama a atenção que ocorrências geralmente evitáveis constem, ainda hoje, entre as mais frequentes complicações de saúde causadas pelo DM, mesmo num contexto de expansão da oferta de serviços de saúde e de maior ênfase no cuidado ao usuário com doenças crônicas, a partir de estratégias como a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas e do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade na Atenção Básica (PMAQ-AB), por exemplo.

É preciso, portanto, investir em ferramentas para a qualificação do cuidado à pessoa com diabetes, modificando as formas de abordagem aos usuários e considerando as melhores evidências como guias para a prática clínica cotidiana.

Neste Manual, serão abordados:

  • Relevância do cuidado com os pés para a pessoa com DM;
  • Ações preventivas e educativas que devem ser associadas ao exame periódico;
  • Rotina recomendada para avaliação dos pés;
  • Tratamentos recomendados para as principais alterações do exame.

Para acessa o manual completo, Clique.

Leia mais...
Pular para a barra de ferramentas