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Conheça quatro tipos de terapias especiais para o tratamento de feridas

Por Gabriella Collodetti | Proativa Comunicação

Você sabia que dentro do tratamento de feridas é possível encontrar diferentes tipos de estratégias para realizar a cicatrização cutânea de maneira rápida e efetiva? O avanço das tecnologias possibilitou um aumento considerável de curativos dentro do mercado de saúde, o que otimizou os resultados e, consequentemente, a qualidade de vida do paciente.

Entre as variedades de tratamentos, há os curativos especiais. Estes conseguem destaque por serem menos dolorosos e por, acima de tudo, promover mais conforto ao paciente. Além disso, as técnicas envolvidas nesse processo possibilitam uma redução nas trocas dos materiais utilizados. Interessante, não é?

O melhor de tudo é que há tanta opção que o paciente se sente confortável em encontrar métodos alternativos para o seu tratamento, desde que, claro, corresponda às necessidades da lesão.

Para entender um pouquinho mais sobre o assunto, separamos alguns curativos que são bastante conhecidos na área de Enfermagem. Quer saber mais? Então vamos lá!

  1. Terapia de laser

Conhecido também como laserterapia, Fototerapia ou Terapia de Fotobiomodulação, o método busca a reparação tecidual com aplicação de laser de baixa intensidade. O processo, além de tudo, é isento de dor e efeitos colaterais.

As feridas que se adequam a esse tipo de tratamento estão relacionadas, normalmente, a lesões contaminadas, necrosadas (dependendo da quantidade de tecido necrosado) e também àquelas que estão em qualquer fase do processo de cicatrização. As úlceras diabéticas e venosas também se adequam ao tratamento com laser por estimular a circulação, fato que é deficitário nessas comorbidades.

É importante frisar que esse método não possui energia capaz de causar danos à pele, o que é benéfico para o paciente.

De modo geral, a estratégia acelera a cicatrização da lesão ao mesmo tempo em que estimula a vascularização local. Com ação analgésica e bactericida, o tratamento não é tóxico e nem mesmo invasivo.

  1. Ácido Hialurônico

O Ácido Hialurônico é formado pelo ácido glucurônico e a N-acetilglicosamina. A junção de ambos contribui para a formação de colágeno e elastina, o que incentiva a regeneração cutânea e promove a hidratação profunda da pele.

A substância pode ser utilizada no tratamento de 14 problemas na pele, entre eles o pé diabético, linfagite bolhosa, herpes, queimadura de 1º e 2º graus, feridas diabéticas e também ictiose. As áreas com ressecção cirúrgica e feridas com formação de tecido de granulação também podem ser tratadas com o ácido.

O interessante por trás de todos os seus benefícios é o ácido possui a capacidade de atrair as moléculas de água para preservar a hidratação local. Além disso, ele também possui ação antisséptica e bactericida.

Entre outras características, podemos citar:

– Recuperação cutânea com rapidez e eficácia;

– Diminuição da dor local;

– Auto degrada o tecido necrótico;

– É classificado como cobertura não aderente, ou seja, não adere ao leito da ferida.

Ah, fique atento: o ácido é contraindicado no caso de feridas com secreções purulentas, viu?

  1. Curativo Hidrocelular e Hidropolímero

Esse tipo de curativo é composto, geralmente, por três camadas sobrepostas, onde a primeira trata-se de uma espuma hidrocelular capaz de absorver fluídos. As outras duas partes do material evitam a agressão aos tecidos no momento da remoção. É indicado para feridas exsudativas que estão em fase de cicatrização, feridas superficiais e com cavidade.

Apesar de serem benéficos para lesões com maiores índices de saída de líquidos, os curativos hidrocelular e hidropolímero possuem algumas limitações, sendo elas:

– Não indicado para feridas infectadas – há curativos com prata que são indicados para lesões infectadas -, com necrose e grande quantidade de exsudato;

– Queimaduras de segundo e terceiro grau;

– Feridas secas.

  1. Curativo com Nitrato de Cério

Com efeito anti-inflamatório e antibacteriano, o nitrato de cério auxilia na redução do tempo de internação dos pacientes lesionados.

Esse tipo de curativo é indicado no caso de queimaduras, úlceras (de perna e por pressão), feridas geradas por pé diabético e feridas traumáticas e cirúrgicas.

Por ser capaz de diminuir a colonização bacteriana, o nitrato de cério auxilia no tratamento de feridas onde há risco de infecção. A apresentação do material pode estar acompanhada de colágeno e com alginato de cálcio, cujo intuito é preservar a umidade do leito da ferida.

Atenção: É importante que você saiba que essas informações não são suficientes para iniciar um tratamento. É necessário a avaliação da lesão e do doente por um profissional.

Não realize auto tratamento. Antes de usar qualquer tipo de curativo, consulte um médico ou enfermeiro dermatologista ou estomaterapeuta, afinal, o uso de curativos deve ser feito sempre sob a supervisão de um profissional

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Diabetes e os seus diferentes tipos de problemas

Por Gabriella Collodetti | Proativa Comunicação

De acordo com o Calendário da Saúde, publicado pelo site oficial do Ministério da Saúde, comemora-se no dia 27 de junho o Dia Internacional do Diabético. A data comemorativa nasceu com o intuito de promover a conscientização da sociedade acerca da doença e de suas formas de tratamento.

Hoje em dia, estima-se que 13 milhões de brasileiros, entre 20 e 79 anos, sofrem com a diabetes. Os dados foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e preocupam os médicos e a população por ser um assunto delicado e que exige muita atenção.

Mas, afinal, o que é diabetes mellitus? A doença metabólica é responsável pelo aumento anormal de açúcar no sangue. Apesar da glicose ser essencial como fonte de energia para o organismo, o seu excesso traz complicações para a saúde. A falta de tratamento traz diversos problemas, desde infarto do coração, cegueira até dificuldade de cicatrização de feridas.

Você sabia, por exemplo, que uma em cada quatro pessoas diabéticas pode adquirir problemas nos pés ao longo da vida? Àqueles que negligenciam cuidados preventivos principalmente!

A partir daí, surgiu uma expressão comum na área de saúde: o pé diabético. O termo compreende o conjunto de complicações nos pés ou nos membros inferiores, associado a normalidades neurológicas e doenças vasculares periféricas, incluindo lesões.

 

Doença silenciosa – Os sintomas do diabetes demoram, muitas vezes, a se manifestar. A doença é considerada até mesmo assintomática, isto é, não apresenta sintomas. Isso dificulta diversos tratamentos e pode, além de tudo, prejudicar o futuro tratamento.

Já é de conhecimento médico que o problema é influenciado geneticamente, todavia, não é uma doença exclusivamente genética. O sobrepeso, a alimentação rica em açúcar e gorduras e a ausência de atividade física potencializam a sua aparição.

É importante compreender que a forma mais comum da doença é o diabetes tipo 2 e corresponde a um grande percentual de casos no mundo. Entretanto, é possível encontrar o pré-diabetes e também o diabetes tipo 1 em diversas pessoas.

Vamos entender melhor?

Pré-diabetes Alteração no metabolismo capaz de evoluir para diabetes tipo 2 e doenças cardíacas. Neste caso, os níveis de glicose no sangue já estão elevados, mas não o suficiente para classificá-la como tipo 2.
 

 

Diabetes tipo 1

 

 

 

O problema é, normalmente, diagnosticado em crianças, adolescentes e jovens adultos. O corpo da pessoa afetada confunde e ataca células saudáveis do organismo que ficam no pâncreas e são responsáveis pela produção da insulina. O tipo 1 da doença costuma está relacionado a fatores genéticos, entretanto, fatores externos podem desencadear o problema.
 

 

 

Diabetes tipo 2

 

 

Excesso crônico de açúcar no sangue que pode gerar infarto, perda de visão e outros problemas de saúde. Nesse caso, a causa da glicemia alta é ocasionada por existir uma resistência à insulina.
 

 Diabetes gestacional

 

 

Ocorre quando os hormônios produzidos pela placenta e outros fatores relacionados à gravidez aumentam a resistência das mulheres à insulina.

É importante frisar que só pode ser considerado diabetes gestacional se a mulher não tiver apresentado altos níveis de açúcar no sangue antes da gravidez.

 

Esteja atento à sede excessiva, urina em maior escala, fome além do normal, tontura, cansaço, perda de peso, visão embaçada e infecções nas regiões genitais. Esses sintomas costumam apontar que algo está errado no corpo e, possivelmente, indicam um caso de diabetes.

Mas, é claro, não dispense a consulta com um profissional qualificado para esclarecer dúvidas e apresentar um diagnóstico. E, acima de tudo, se cuide! Faça exames rotineiros para estar sempre com a saúde em dia.

Cenfe e o diabetes – Como contribuição a essa parcela da população atingida pelo diabetes, o Cenfe oferece a possibilidade de melhorar a sua qualidade de vida e evitar as complicações mais severas da doença, que inclui o pé diabético.

Visando esse fator, foi criado o Programa de Prevenção ao Pé Diabético com foco na promoção da saúde, buscando acompanhar e informar sobre riscos, agravos e lesões em pessoas diabéticas, bem como aumentar a compreensão acerca dos problemas associados à diabetes mellitus que podem ocasionar o Pé Diabético.

Para participar basta se inscrever no nosso próprio site.

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Feridas infectadas: o que saber sobre o assunto?

Por Gabriella Collodetti | Proativa Comunicação

As feridas, quando não cuidadas da forma adequada, tendem a ser propícias a sofrerem invasões de microrganismos patogênicos. Mas, o que isso significa? Em linhas gerais, os ferimentos que não recebem as devidas precauções são mais suscetíveis a serem infectados. Curioso, né?

Para entender melhor: a pele é conhecida por ser uma barreira natural do corpo humano. Basicamente, ela nos protege de agentes externos – no caso, bactérias – para que não tenhamos problemas de saúde. Quando há uma falha nessa barreira, os micróbios entram em contato com a superfície da lesão e, a partir disso, os tecidos “ficam” infectados.

Além de atrasar o processo de cicatrização da ferida, a infecção potencializa outros problemas, como a possibilidade de febre e piora da dor e do inchaço local. Para fugir dessa dor de cabeça, é importante reconhecer os principais tratamentos disponíveis para o cada tipo de ferimento. Além de tudo, é preciso analisar a profundidade da lesão e, com suporte médico, remover o tecido desvitalizado para que seja possível promover a proteção da pele saudável.

Os principais sintomas de uma lesão infectada são:

– Secreção amarelada ou com mau cheiro saindo da ferida;

– Agravamento da dor, vermelhidão e inchaço local;

– Mudanças no tamanho e na cor do ferimento;

– Em alguns casos, febre.

O tratamento dependerá, claro, do tipo do ferimento do paciente. É possível que o médico responsável passe medicamentos complementares ou antiinflamatórios para alivio da dor. O fato é: cada lesão possui um cuidado especial, portanto, é importante estar atento ao que é preciso para a cura e cicatrização do machucado infeccionado.

Dicas para cuidar das suas feridas

• Lavar as mãos antes e depois de entrar em contato com as feridas;
• Usar luvas para retirar curativos;
• Limpar a ferida com solução fisiológica a 0,9%;
• Utilizar coberturas que mantenham o ambiente favorável à cicatrização e que sejam recomendadas pelo médico;
• Proteger a região da pele ao redor da ferida.

Por fim, vale lembrar que é fundamental buscar auxílio profissional para que a ferida possa ser examinada e tratada. Vale a pena frisar que cada ferimento possui um tipo específico de tratamento. De todo modo, o que podemos tirar disso tudo é: não deixe de cuidar das suas lesões. Um ferimento simples pode se tornar complexo quando não tratado corretamente. Fique atento!

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Importância da antissepsia no cuidado da ferida

Por Victor Gabriel.

Qual a importância de se limpar as feridas?

A limpeza adequada é um dos cuidados mais cruciais no tratamento de feridas. Independentemente do tipo da lesão e do estágio em que se encontra, muitos estudos comprovam a eficiência da antissepsia (higienização) quando comparada à falta da limpeza.

Ao realizar uma limpeza adequada você:

  • reduz a presença de bactérias, vírus e outros agentes patológicos
  • preserva os tecidos da pele
  • favorece a cicatrização; e também
  • ajuda a minimizar eventual dor local

…ou seja, a correta antissepsia da ferida diminui o tempo de tratamento da lesão, impede seu agravamento em alguns casos e até pode reduzir gastos desnecessários com material médico.

“A correta antissepsia da ferida diminui o tempo de tratamento da lesão”.

 

Mas como faço essa limpeza?

Alguns estudos mostram que em casos menos graves, o uso de uma gaze estéril umedecida com soro fisiológico a 0,9% é suficiente para a limpeza da ferida, porém não substitui a avaliação de um profissional. O soro fisiológico é uma solução fácil de ser encontrada em drogarias e farmácias populares.

Para realizar uma limpeza adequada do local lesionado tem de se levar em conta alguns fatores, entre os quais:

  • O tamanho da lesão e sua a profundidade.
  • O tipo da lesão (por exemplo: queimaduras, lesão por pressão, pé diabético, úlcera venosa, feridas cirúrgicas, pós-operatório, etc… .)
  • Observar o sentido de fricção da gaze umedecida durante a limpeza. Deve-se friccionar em sentido único: da parte menos contaminada para a mais contaminada. Caso você não consiga determinar se o local está ou não infeccionado busque orientação de um profissional de saúde (enfermeiro ou médico).

Mesmo realizando a limpeza é imprescindível procurar um profissional de saúde. O enfermeiro ou médico avaliará o local lesionado e indicará a forma mais apropriada de tratamento, além de orientar sobre o manuseio da limpeza local.

 

E em casos mais graves o que fazer?

Embora o soro fisiológico (SF 0,9%) responda bem a higienização de lesões, outras soluções podem ser utilizadas complementarmente para eliminar ou diminuir a proliferação das bactérias, como é o caso da Polihexanida (polihexametileno-biguanida), mais conhecida como PHMB.

Benefícios do PHMB:

  • Não irrita a pele
  • Não desidrata a ferida
  • Não dói ao ser aplicado
  • Mais econômico a médio e longo prazo
  • Favorece o processo de cicatrização
  • Apresenta agentes antimicrobianos
  • Entre outros.

 

(Para mais informações sobre o PHMB clique aqui).

A PHMB vem sendo cada vez mais utilizado e recomendado pelos profissionais da saúde. Estudos mostram que ele apresenta resultados significativamente melhores quando comparado à outras soluções, estando entre a melhor relação custo benefício.

Vale ressaltar que somente a limpeza da ferida não substitui a avaliação e tratamento por profissionais especializados.

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Fontes

  • ATIYEH, B. S.; DIBO, S. A.; HAYEK, S. N. (2009) Wound cleansing, topical antiseptics and wound healing.  International Wound Journal. Vol.6, nº6  420-429. ISSN: 1742-4801. (acessado em 14/05/19).
  • CRAIG, Jean V.; Smyth, Rosalind L. (2004)  Prática Baseada na Evidência. Manual para Enfermeiros. Loures: Lusociência. ISBN: 972-8383-61-4. (acessado em 14/05/19).
  • DUQUE, Helena Paula [et al] (2009)  Úlceras de Pressão – Uma abordagem estratégica. Coimbra: Edições Formasau – Formação e Saúde. ISBN: 978-972-8485-98-6. (acessado em 14/05/19).
  • Mehl AA, Mensor LL, Bastos DF, Pepe C, Brunelli MJ. (2013) Custo-efetividade da solução de polihexametilbiguanida e betaína (Prontosan®) versus solução fisiológica para limpeza de feridas crônicas sob a perspectiva do Sistema de Saúde Suplementar do Brasil. Jornal brasileiro de economia da saúde. (acessado em 14/05/19).
  • Santos,Michelle,Caroline. Efetividade do polihexametileno-biguanida (PHMB) na redução do biofilme em feridas crônicas: revisão sistemática / Michelle Caroline Santos – Curitiba, 2018. (acessado em 14/05/19).
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Queimaduras em Crianças – saiba como preveni-las

Por Victor Gabriel.

Ver um filho machucado está entre as principais preocupações dos pais.

Quem tem filho por volta dos 2 anos tem nas mãos uma tarefa ainda mais árdua, pois esta é a idade em que os “pequenos” começam a andar e acabam subindo e se segurando em tudo, e, na maioria das vezes, é aí que mora o perigo das queimaduras, além de outros tipos de lesões e traumas.

Para se ter uma ideia do quanto a ocorrência de queimaduras é comum entre crianças, um estudo de 2012, intitulado “Queimaduras em crianças e adolescentes: caracterização clínica e epidemiológica*, estimou que as queimaduras acidentais seriam a quarta maior causa de mortes infantis no Brasil. Mas o que fazer para evitá-las?

 

Primeiramente, por que isso acontece?

A criança é curiosa por natureza, ainda mais na faixa etária de 2 a 6 anos. Por desconhecer os riscos associados aos acidentes domésticos acaba se colocando em situações de perigo, situações em que na maioria das vezes poderiam ser evitados se houvesse o acompanhamento necessário.

O maior vilão no caso das queimaduras é o descuido dos pais. Em geral devido à pressa ou por desconhecimento das causas acabam se descuidando, deixando de atentar para os gatilhos aos quais as crianças estão expostas e que podem levar à lesão.

 

O que faço para evitar as queimaduras?

A melhor arma contra acidentes é a prevenção, algumas atitudes podem te fazer evitá-las:

  • Não deixar panelas com os cabos do lado de fora ao cozinhar;
  • Não deixar algo que a criança possa usar como apoio para subir do lado do fogão;
  • Não deixar a panela no canto da pia quando for fazer aquele cafezinho;
  • Não deixar o ferro de passar sem apoio quando estiver passando a roupa;
  • Não deixar a criança brincar perto do forno quando estiver assando algum prato;
  • Não usar forros de mesa se a criança estiver aprendendo a andar, pois ela pode se apoiar e derrubar algo quente em cima dela;
  • Não deixar produtos inflamáveis ou corrosivos ao alcance das crianças;
  • Tomar cuidado ao se deslocar com algo quente nas mãos para não derrubar na criança;
  • Ensinar a criança sobre os riscos dos objetos da casa;
  • Entre outras.

Ao obedecer tais atitudes é possível reduzir as chances de um acidente com criança. Ainda assim, é importante que os pais sempre estejam próximos e atentos aos filhos, durante atividades, banhos, monitorando constantemente o local onde a criança está.

O meu filho se queimou, o que faço agora?

Saiba o que fazer nestes casos:

  • A primeira coisa a se fazer é manter a calma e colocar a parte queimada embaixo de água corrente. Além de evitar a dor, a água age evitando que o calor passe para áreas vizinhas e piore ainda mais a área lesionada.
  • Avalie a intensidade da queimadura, se estiver somente com vermelhidão e sem bolhas (1º grau) o uso de pomada para assaduras deve aliviar.
  • Se houver o aparecimento de bolhas (2º grau), procure imediatamente um serviço médico especializado ou pronto socorro e não estoure as bolhas. As bolhas preservam a umidade do local ferido e não exposto.
  • Nunca utilize métodos caseiros, tais como: uso de creme dental, margarina ou quaisquer outros produtos sem eficácia comprovada cientificamente.

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Fontes:
Fernandes, F. M. et al. Queimaduras em crianças e adolescentes: caracterização clínica e epidemiológica, Porto Alegre: Revista Gaúcha de Enfermagem, 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-14472012000400017>

Lucena, E.V. Figueiredo, T. Queimadura na infância: uma abordagem acerca das implicações para a saúde e qualidade de vida, João Pessoa: Temas em Saúde, 2017. Disponível em: <http://temasemsaude.com/wp-content/uploads/2017/05/17114.pdf>

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Atendimento médico domiciliar potencializa recuperação de pacientes

Alternativa é utilizada para casos em que os enfermos não conseguem sair do leito – ou da própria residência – para receber tratamento

O atendimento domiciliar tem sido uma alternativa para realização de diversos tipos de tratamentos. A escolha é benéfica para a saúde devido a integração da equipe interdiscilplinar com a familiar, o que favorece a melhoria de quem necessita de suporte emocional e clínico. Na maior parte dos casos, os cuidados em casa potencializam a recuperação do enfermo por trazerem conforto e bem-estar.

Para o tratamento de feridas, essa prática já é possível no DF. Incentivada pela oportunidade de aprimoramento, o Centro Especializado no Tratamento de Feridas (CENFE), especializado no assunto, realiza procedimentos na própria moradia dos seus pacientes há dois anos. Dentre os serviços oferecidos, pode-se citar os cuidados de lesões por pressão; curativos com coberturas primárias e secundárias; terapia de fotobiomodulação e fotodinâmica e também curativo à vácuo.

“O Cenfe iniciou sua atuação oferecendo apenas atendimento domiciliar. Hoje em dia, já oferecemos suporte também no âmbito ambulatorial”, conta Mirian Caires, coordenadora de Enfermagem do centro.

A especialista explica que, do ponto de vista terapêutico, não há diferença de tratamento quando o atendimento é em domicílio ou no ambulatório. O que influencia a decisão de contratação de cada serviço é, na verdade, a condição do paciente.

“Pacientes que estão acamados, ou seja, restritos ao leito, possuem dificuldades de locomoção. Nós não podemos deixá-los sem os cuidados apropriados, por isso realizamos esse serviço”, explica.

De acordo com o Ministério da Saúde, o carinho e a atenção familiar são assistências importantes para o tratamento de doenças. No caso das feridas não há diferença: a integração do familiar auxilia a recuperação do paciente e deixa o ambiente mais afetivo.

Além disso, tratamentos domiciliares têm reduzido os riscos de contaminação e infecção, visto que hospitais possuem uma taxa significativa de pacientes com diversos tipos de sintomas e doenças

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ASSESSORIA DE IMPRENSA – CENFE
Proativa Comunicação
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Vamos falar sobre Pé Diabético

A expressão “Pé diabético” resume o conjunto de complicações nos pés, incluindo as ulcerações (lesões, feridas), frequentes em pessoas portadoras de Diabetes Mellitus (DM), podendo ocasionar a amputação do membro.

Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à amputação do membro afetado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o “Pé Diabético” como uma situação de infecção, ulceração ou também destruição dos tecidos profundos dos pés, associada a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica, nos membros inferiores de pacientes com diabetes mellitus.

No Brasil, aproximadamente 12,5 milhões de pessoas (quase 9% de toda a população) vivem com diabetes. Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima-se que 50% desse público desconhece ser portador de sua própria doença.

Estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida, em especial pessoas que negligenciam os cuidados preventivos ao surgimento de lesões. Ou seja, mais de 3 milhões de pessoas são atingidas por complicações nos pés em decorrência de Diabetes.

Anualmente > de  1 milhão de pessoas com diabetes perdem pelo menos uma parte da perna como consequência das complicações da diabetes.

A complicação do Pé Diabético pode ter as seguintes ORIGENS:

  • NEUROPÁTICA (Polineuropatia periférica – PND)

Quando ocorrem alterações em nervos que resultam na redução da sensibilidade à dor, deformidades ou limitação da mobilidade articular.

Este tipo de lesão se localiza mais na planta dos pés, onde incide maior pressão. Esta complicação afeta 50% dos pacientes que apresentam lesões nos pés em decorrência do Diabetes, sendo o fator causal mais importante para as lesões nos pés dos pacientes diabéticos

  • VASCULAR OU ISQUÊMICA (Doença arterial periférica – DAP)

Quando ocorrem problemas circulatórios nas extremidades dos membros inferiores (pernas e pés). A lesão venosa ocorre com maior frequência, surgindo próxima aos maléolos mediais (as proeminências ósseas que existem nos ossos da tíbia e da fíbula).

  • NEUROVASCULAR

Quando ocorre a combinação das complicações neuropáticas, vasculares e infecciosas.

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Outras situações que também originam o Pé Diabético: Pacientes com histórico de lesões ou amputações, traumas localizados nos membros inferiores em pessoas diabéticas, a Doença renal do diabetes, Retinopatia diabética.

Além disso, a condição do social e econômica da pessoa diabética, bem como as condições de moradia e a inacessibilidade aos serviços de saúde estão entre as situações que podem originar e agravar quadros de pé diabético.

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Sintomas do Pé Diabético

Os sintomas estão relacionados às origens das complicações. Se você é portador de Diabetes Melitus e observar qualquer dos sintomas a seguir converse com o seu médico ou agende atendimento (clique):

  • Sensação de formigamento, queimação ou dormência nos pés;
  • Pés frios, pálidos, com a pele fina e com pulsos diminuídos, podendo também ficar inchados.
  • Vermelhidão, dor, hipersensibilidade e inflamação com pus.

Os sintomas mais frequentes são formigamentos e sensação de queimação.

Os sintomas nem sempre são reconhecidos. É importante ao diabético ter atenção e relatar ao médico sintomas como: queimação, formigamentos, dormência, dor (facada, pontada), fraqueza ou fadiga e câimbras.

PREVENÇÃO

O autoexame é muito importante.

A pessoa deve examinar os pés diariamente. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém.

Deve-se verificar a existência de:

  • Pequenas feridas, bolhas, áreas avermelhadas
  • Proeminências ósseas e mudanças na forma dos pés.
  • Frieiras;
  • Cortes;
  • Calos;
  • Rachaduras;
  • Feridas;
  • Alterações de cor da pele (se está arroxeada);
  • Alterações das unhas (demoram a crescer);
  • Ausência de pelos.

Importante: Ao identificar uma ou mais situações supramencionadas deve-se procurar orientação médica ou de enfermagem especialista.

A diminuição da sensibilidade pode apresentar-se como lesões traumáticas indolores, às vezes o diabético se machuca e não percebe e essa lesão pode aumentar e infeccionar.

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Tratamento de Feridas e Lesões em Pé Diabético

O tratamento do pé diabético deve ser feito com a orientação de um médico ou enfermeiro especialista, que irá definir o tratamento em função do tipo e da gravidade da lesão.

O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, pomadas, curativos e, em casos mais graves, cirurgias. Se você é portador diabetes melitus e constatou o surgimento de lesão nos membros inferiores, procure imediatamente seu médico.

O CENFE coloca à disposição das pessoas diabéticas e pacientes com pé diabético o Programa de Prevenção de Pé Diabético “Um passo à frente”. Conheça! Inscreva-se.

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Referências:

  • SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
  • Federação Internacional do Diabetes (IBF)
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Segurança do Paciente: Prevenindo a lesão por pressão

Um dos grandes desafios de qualidade e segurança do paciente é justamente prevenir a lesão por pressão.

As lesões por pressão ocorrem quando há pressão constante nas proeminências ósseas, causando feridas no paciente, especialmente os acamados e com dificuldade de locomoção. Este tipo de lesão, porém, não atinge somente pacientes acamados, mas podem acometer pessoas que permanecem muito tempo em uma só posição.

O manejo do paciente está entre as principais estratégias para prevenir o surgimento de lesões por pressão. Esta ação está associada à mudar o paciente, ou a pessoa, de decúbito (mudar de posição na cama, na cadeira, poltrona). No caso de pacientes acamados recomenda-se o reposicionamento a cada duas horas até garantir que os calcâneos não estejam em contato com a superfície da cama.

Frequência

O reposicionamento no leito deve ser realizado a cada duas horas. A frequência pode sofrer influência de acordo com a superfície de redistribuição de pressão em uso e a condição clínica geral do paciente.

Modo de reposicionamento

Durante a mudança de posicionamento, o paciente deve ser elevado e não arrastado.

Cuidados com dispositivos

Evite posicionar o paciente sobre dispositivos médicos ou sobre áreas com eritema/LP.

Posição do leito

Evite elevar a cabeceira do leito acima de 30 graus.

Cuidado na cadeira

Restringir o tempo que o paciente passa sentado na cadeira sem o alívio da pressão. Evitar que o paciente escorregue.

Posicionamento lateral

Durante o posicionamento lateral, a proeminência óssea do trocânter deve formar uma angulação máxima de 30 graus em relação à superfície de apoio.

Atenção aos calcâneos

Garanta que os calcâneos não estão em contato com a superfície da cama.

Relógio de Prevenção de Decubito (Arte – AACD)

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Leia mais sobre Prevenção da Lesão por Pressão.

 

Acontece

No dia 08/04 acontece o curso de Segurança do Paciente no Ambiente Domiciliar com transmissão Online. O curso é uma iniciativa do Centro de Tratamento de Feridas Complexas e busca instrumentalizar  profissionais a entender os conceitos e os objetivos que integram a segurança do paciente, aprimorar o olhar sobre a identificação e prevenção de eventos adversos, danos e erros no cuidado em saúde e discutir estratégias para promover a cultura da segurança nos serviços de saúde.Participe! Inscreva-se.

 

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Entendendo o processo de Cicatrização da ferida

A ferida é causada por trauma, queimadura, úlcera, cirurgia e outros condições clínicas. Embora a maioria das feridas geralmente cicatrize bem, a falha na cicatrização de feridas afeta milhões de pessoas no mundo através da inflamação descontrolada e infecção.

A cicatrização da ferida é composta de muitos processos complexos que incluem resposta inflamatória, nova formação de tecido e remodelação tecidual.

Nas primeiras 48 horas após a lesão
Diferentes células do sistema imunológico, como neutrófilos, monócitos e linfócitos, trabalham em conjunto para evitar o sangramento e remover os tecidos mortos para equilibrar o processo inflamatório e fazer o reparo adequado da ferida.

Nos próximos 2-10 dias
 A formação de novos tecidos é seguida através da proliferação celular e migração de diferentes tipos de células, como fibroblastos, queratinócitos e células endoteliais. Nesta fase, os fibroblastos desempenham papéis muito importantes na formação do novo tecido. A ferida irá atrair quantidade de fibroblastos para os locais da lesão para facilitar a cicatrização da ferida através de diferentes mecanismos.

Por exemplo: a produção da ferida pode aumentar a proliferação e migração de fibroblastos para promover a formação de cicatriz.

Além disso, os fibroblastos podem secretar muitos fatores, como a metalopeptidase de matriz 14 (MMP-14), fator de crescimento de fibroblastos básico (bFGF), fator de crescimento de fibroblastos-9 (FGF-9) para regular a homeostase do colágeno, angiogênese ou outras importantes funções para facilitar a cicatrização da lesão.

Os fibroblastos também podem se diferenciarem em miofibroblastos, produzindo matriz extracelular e, finalmente, formamndo a cicatriz madura.

Em 2 a 3 semanas após a lesão
Ocorre o processo de remodelação tecidual, que pode durar um ano ou mais. Neste estágio, os processos inteiros ativados pela lesão irão diminuir e cessar enquanto as células ativadas sofrerão apoptose. Células diferentes (fibroblastos, macrófagos e células endoteliais) irão secretar metalopeptidase da matriz para remodelar e fortalecer os tecidos reparados.

Através destes processos clássicos de cicatrização de feridas, a ferida será reparada.

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O que é importante saber sobre a Ozonioterapia?

O ozônio é um gás com ação bactericida (contra bactérias), fungicida (contra fungos) e virucida (contra vírus). O ozônio tem como mecanismo de ação inativar bactérias, vírus, fungos, leveduras e protozoários. Sua administração para uso terapêutico – como é o caso no tratamento de feridas – é de baixo custo e de fácil aplicação.

A Ozonioterapia consiste na administração terapêutica do gás ozônio, gerando aumento da oxigenação tecidual e do metabolismo. As concentrações e modo de aplicação variam de acordo com a afecção a ser tratada, já que a concentração de ozônio medicinal determina o efeito biológico e o modo de aplicação relaciona-se à sua ação no organismo.

Na prática da enfermagem o Cofen, Conselho Federal de Enfermagem, em 26/03/2019, aprovou relatório da Comissão de Ozonioterapia, documento que subsidiará a regulamentação do uso da técnica por enfermeiros.

Na prática médica a Ozonioterapia ainda está caracterizada como procedimento experimental, só podendo ser realizada sob protocolos clínicos, assim estabelecido pela Resolução 2.181 de 20 de abril de 2018, do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O uso da Ozonioterapia também está prevista entre as práticas integrativas e complementares do Sistema Única de Saúde (SUS). Desde março de 2018, o tratamento já é oferecido na rede pública de saúde gratuitamente a pacientes de odontologia, neurologia e oncologia, quando há recomendação médica e interesse do paciente.

Com diversos usos na medicina e odontologia, a técnica está em expansão na enfermagem, como terapia complementar capaz de auxiliar na cicatrização de feridas extensas e contribuir para evitar amputações, entre outros usos.

Publicações científicas reconhecem evidência forte do benefício do uso do ozônio, podendo ser uma importante opção no tratamento de feridas, trazendo benefícios aos pacientes portadores. A exemplo de outras técnicas, que também passaram por um processo de desenvolvimento, ainda há recomendação de que continuem sendo desenvolvidos mais estudos que apresentem os resultados do uso do ozônio no tratamento de saúde.

Embora ainda em fase de regulamentação e experimental muitos estudos sugerem que a terapia com ozônio pode ter um papel importante no tratamento de feridas crônicas, não curativas ou isquêmicas.

O uso tópico do ozônio é bastante comum no tratamento de lesões, principalmente de feridas, e tem sido descrito na literatura como tecnologia para melhorar o processo de cicatrização pós-cirúrgica e em casos de controle de infecção.

 

No tratamento de feridas:

  • Inativação de bactérias, vírus, fungos, leveduras e protozoários;
  • Estimulação do metabolismo do oxigênio (aumento na quantidade de oxigênio liberado para os tecidos);
  • Ativação do sistema imunológico.

 

Além do tratamento de feridas, há diversas condições clínicas que podem ser beneficiadas, observada a literatura, pelo uso terapêutico do ozônio, como:

  • Doenças arteriais periféricas, coronarianas, AVC e outros distúrbios circulatórios cerebrais;
  • Alzheimer,
  • Sinusite;
  • Retinopatia;
  • Glaucoma;
  • Distúrbios auditivos de origem vascular;
  • Doenças Ortopédicas;
  • Osteoporose;
  • Hepatites;
  • Herpes simples e Herpes Zoster;
  • Fissuras anais
  • Cicatrização Cirúrgica;
  • Controle de Infecção

Há diferentes métodos de aplicação do ozônio, de acordo com a condição clínica que se pretende tratar. Quando o assunto é a aplicação de ozônio em feridas, alguns dos métodos podem ser utilizados isoladamente ou combinados entre si, buscando potencializar o tratamento (no caso de feridas, comumente são utilizados aqueles de aplicação tópica.

 

Entre as formas de aplicação tópica do ozônio em feridas estão:

  • Água ozonizada
  • Sacos plásticos (também conhecidos com bags)
  • Óleo ozonizado
  • Aplicação de ozônio em baixa pressão por meio de campânulas (vaso de vidro)
  • Cateter de aplicação de ozônio
  • Balneoterapia (Hidroterapia)

 

Água ozonizada

É aplicada diretamente na ferida, sendo indicada para tratamentos de infecções locais, úlceras, micoses, herpes, queimaduras superficiais, lavagem de cavidade intra-operatório, problemas oculares, cicatrizes cirúrgicas (em caso de cicatrização primária ou secundária). É utilizada também para alívio da dor, como desinfetante, anti-inflamatório e em cirurgias orais.

O uso da água ozonizada em feridas diminui o tempo de cicatrização por primeira intenção sem causar irritação.

 

Sacos plásticos (também conhecidos com bags)

É geralmente realizado para feridas em membros inferiores ou superiores, pois a localização do membro facilita a instalação da bag, evitando o escape do gás. Nestas aplicações o saco é colocado no membro afetado e conectado ao gerador de ozônio.

De acordo com as concentrações de ozônio definida na conduta, na aplicação com bag se busca:

  • O efeito limpeza da ferida
  • Estimular a cicatrização e a granulação do tecido
  • Obter um efeito microbicida (bactericida, fungicida e viruscida)
  • Efeito estimulante metabólico e imunomodulatório (confere aumento da resposta orgânica contra determinados microorganismos).

 

Óleo ozonizado

Oferece atividade antimicrobiana, de estimulo à cicatrização, podendo ser utilizados no tratamento de longo prazo de ferimentos em geral, queimaduras, infecções locais como micose de pele e unhas. Além disso o óleo ozonizado aumenta a resposta tecidual proliferativa e adaptativa do leito da lesão.

 

Campânulas

Geralmente utilizado em lesões de decúbito e feridas pós-operatórias em locais de difícil fixação de outro método. Este método associa o uso do ozônio à baixa pressão, visando a melhora da circulação sanguínea, oxigenação do tecido, retirada de camadas necróticas, combate à infecção e estimulação das células epiteliais. Há indicação também para redução da dor e odor de feridas.

 

Cateter

O dispositivo cateter é inserido diretamente no leito da lesão ou em fístulas, levando o gás diretamente.

 

Hidroterapia

Este método além de atuar diretamente no tratamento da lesão, possibilita massagem no local afetado – a partir das bolhas de ar geradas – estimulando a circulação sanguínea local.

 

A principal contraindicação é deficiência da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), conhecida como favismo, em função do risco de hemólise.

Em casos de hipertireoidismo descompensado, diabetes mellitus descompensado, hipertensão arterial severa descompensada e anemia grave, é necessário que a estabilização clínica dessas situações seja realizada previamente à aplicação da Ozonioterapia.

 

Quando não utilizado em concentrações terapêuticas adequadas e de modo correto o ozônio pode ser tóxico. Por isso é imprescindível que a Ozonioterapia seja realizada por profissional devidamente capacitado ao seu uso e em ambientes apropriados.

A utilização de qualquer recurso terapêutico no tratamento de feridas deve ser precedida de avaliação de um profissional de saúde – médico ou enfermeiro – devidamente habilitado e capacitado. Somente o profissional de saúde pode definir a conduta mais apropriada ao tratamento de uma lesão (Fale com o Cenfe).

 

É importante ressaltar que a Ozonioterapia pode apresentar desvantagens observado o quadro clínico do paciente e as concentrações utilizadas no tratamento. Isto deve ser discutido com o profissional de saúde.

 

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Referências e Fontes:

  • Oliveira, Juliana Trench Ciampone de. Revisão sistemática de literatura sobre o uso terapêutico do ozônio em feridas. / Juliana Trench Ciampone de Oliveira. – São Paulo, 2007.
  • Ozone therapy: A clinical review. A. M. Elvis and J. S. Ekta.
  • Ozone oil promotes wound healing by increasing the migration of fibroblasts via PI3K/Akt/mTOR signaling pathway.
  • Effectiveness of a Short-Term Treatment of Oxygen-Ozone Therapy into Healing in a Posttraumatic Wound.
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