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Queimaduras em Crianças – saiba como preveni-las

Por Victor Gabriel.

Ver um filho machucado está entre as principais preocupações dos pais.

Quem tem filho por volta dos 2 anos tem nas mãos uma tarefa ainda mais árdua, pois esta é a idade em que os “pequenos” começam a andar e acabam subindo e se segurando em tudo, e, na maioria das vezes, é aí que mora o perigo das queimaduras, além de outros tipos de lesões e traumas.

Para se ter uma ideia do quanto a ocorrência de queimaduras é comum entre crianças, um estudo de 2012, intitulado “Queimaduras em crianças e adolescentes: caracterização clínica e epidemiológica*, estimou que as queimaduras acidentais seriam a quarta maior causa de mortes infantis no Brasil. Mas o que fazer para evitá-las?

 

Primeiramente, por que isso acontece?

A criança é curiosa por natureza, ainda mais na faixa etária de 2 a 6 anos. Por desconhecer os riscos associados aos acidentes domésticos acaba se colocando em situações de perigo, situações em que na maioria das vezes poderiam ser evitados se houvesse o acompanhamento necessário.

O maior vilão no caso das queimaduras é o descuido dos pais. Em geral devido à pressa ou por desconhecimento das causas acabam se descuidando, deixando de atentar para os gatilhos aos quais as crianças estão expostas e que podem levar à lesão.

 

O que faço para evitar as queimaduras?

A melhor arma contra acidentes é a prevenção, algumas atitudes podem te fazer evitá-las:

  • Não deixar panelas com os cabos do lado de fora ao cozinhar;
  • Não deixar algo que a criança possa usar como apoio para subir do lado do fogão;
  • Não deixar a panela no canto da pia quando for fazer aquele cafezinho;
  • Não deixar o ferro de passar sem apoio quando estiver passando a roupa;
  • Não deixar a criança brincar perto do forno quando estiver assando algum prato;
  • Não usar forros de mesa se a criança estiver aprendendo a andar, pois ela pode se apoiar e derrubar algo quente em cima dela;
  • Não deixar produtos inflamáveis ou corrosivos ao alcance das crianças;
  • Tomar cuidado ao se deslocar com algo quente nas mãos para não derrubar na criança;
  • Ensinar a criança sobre os riscos dos objetos da casa;
  • Entre outras.

Ao obedecer tais atitudes é possível reduzir as chances de um acidente com criança. Ainda assim, é importante que os pais sempre estejam próximos e atentos aos filhos, durante atividades, banhos, monitorando constantemente o local onde a criança está.

O meu filho se queimou, o que faço agora?

Saiba o que fazer nestes casos:

  • A primeira coisa a se fazer é manter a calma e colocar a parte queimada embaixo de água corrente. Além de evitar a dor, a água age evitando que o calor passe para áreas vizinhas e piore ainda mais a área lesionada.
  • Avalie a intensidade da queimadura, se estiver somente com vermelhidão e sem bolhas (1º grau) o uso de pomada para assaduras deve aliviar.
  • Se houver o aparecimento de bolhas (2º grau), procure imediatamente um serviço médico especializado ou pronto socorro e não estoure as bolhas. As bolhas preservam a umidade do local ferido e não exposto.
  • Nunca utilize métodos caseiros, tais como: uso de creme dental, margarina ou quaisquer outros produtos sem eficácia comprovada cientificamente.

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Fontes:
Fernandes, F. M. et al. Queimaduras em crianças e adolescentes: caracterização clínica e epidemiológica, Porto Alegre: Revista Gaúcha de Enfermagem, 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-14472012000400017>

Lucena, E.V. Figueiredo, T. Queimadura na infância: uma abordagem acerca das implicações para a saúde e qualidade de vida, João Pessoa: Temas em Saúde, 2017. Disponível em: <http://temasemsaude.com/wp-content/uploads/2017/05/17114.pdf>

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Atendimento médico domiciliar potencializa recuperação de pacientes

Alternativa é utilizada para casos em que os enfermos não conseguem sair do leito – ou da própria residência – para receber tratamento

O atendimento domiciliar tem sido uma alternativa para realização de diversos tipos de tratamentos. A escolha é benéfica para a saúde devido a integração da equipe interdiscilplinar com a familiar, o que favorece a melhoria de quem necessita de suporte emocional e clínico. Na maior parte dos casos, os cuidados em casa potencializam a recuperação do enfermo por trazerem conforto e bem-estar.

Para o tratamento de feridas, essa prática já é possível no DF. Incentivada pela oportunidade de aprimoramento, o Centro Especializado no Tratamento de Feridas (CENFE), especializado no assunto, realiza procedimentos na própria moradia dos seus pacientes há dois anos. Dentre os serviços oferecidos, pode-se citar os cuidados de lesões por pressão; curativos com coberturas primárias e secundárias; terapia de fotobiomodulação e fotodinâmica e também curativo à vácuo.

“O Cenfe iniciou sua atuação oferecendo apenas atendimento domiciliar. Hoje em dia, já oferecemos suporte também no âmbito ambulatorial”, conta Mirian Caires, coordenadora de Enfermagem do centro.

A especialista explica que, do ponto de vista terapêutico, não há diferença de tratamento quando o atendimento é em domicílio ou no ambulatório. O que influencia a decisão de contratação de cada serviço é, na verdade, a condição do paciente.

“Pacientes que estão acamados, ou seja, restritos ao leito, possuem dificuldades de locomoção. Nós não podemos deixá-los sem os cuidados apropriados, por isso realizamos esse serviço”, explica.

De acordo com o Ministério da Saúde, o carinho e a atenção familiar são assistências importantes para o tratamento de doenças. No caso das feridas não há diferença: a integração do familiar auxilia a recuperação do paciente e deixa o ambiente mais afetivo.

Além disso, tratamentos domiciliares têm reduzido os riscos de contaminação e infecção, visto que hospitais possuem uma taxa significativa de pacientes com diversos tipos de sintomas e doenças

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ASSESSORIA DE IMPRENSA – CENFE
Proativa Comunicação
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Vamos falar sobre Pé Diabético

A expressão “Pé diabético” resume o conjunto de complicações nos pés, incluindo as ulcerações (lesões, feridas), frequentes em pessoas portadoras de Diabetes Mellitus (DM), podendo ocasionar a amputação do membro.

Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à amputação do membro afetado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o “Pé Diabético” como uma situação de infecção, ulceração ou também destruição dos tecidos profundos dos pés, associada a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica, nos membros inferiores de pacientes com diabetes mellitus.

No Brasil, aproximadamente 12,5 milhões de pessoas (quase 9% de toda a população) vivem com diabetes. Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima-se que 50% desse público desconhece ser portador de sua própria doença.

Estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida, em especial pessoas que negligenciam os cuidados preventivos ao surgimento de lesões. Ou seja, mais de 3 milhões de pessoas são atingidas por complicações nos pés em decorrência de Diabetes.

Anualmente > de  1 milhão de pessoas com diabetes perdem pelo menos uma parte da perna como consequência das complicações da diabetes.

A complicação do Pé Diabético pode ter as seguintes ORIGENS:

  • NEUROPÁTICA (Polineuropatia periférica – PND)

Quando ocorrem alterações em nervos que resultam na redução da sensibilidade à dor, deformidades ou limitação da mobilidade articular.

Este tipo de lesão se localiza mais na planta dos pés, onde incide maior pressão. Esta complicação afeta 50% dos pacientes que apresentam lesões nos pés em decorrência do Diabetes, sendo o fator causal mais importante para as lesões nos pés dos pacientes diabéticos

  • VASCULAR OU ISQUÊMICA (Doença arterial periférica – DAP)

Quando ocorrem problemas circulatórios nas extremidades dos membros inferiores (pernas e pés). A lesão venosa ocorre com maior frequência, surgindo próxima aos maléolos mediais (as proeminências ósseas que existem nos ossos da tíbia e da fíbula).

  • NEUROVASCULAR

Quando ocorre a combinação das complicações neuropáticas, vasculares e infecciosas.

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Outras situações que também originam o Pé Diabético: Pacientes com histórico de lesões ou amputações, traumas localizados nos membros inferiores em pessoas diabéticas, a Doença renal do diabetes, Retinopatia diabética.

Além disso, a condição do social e econômica da pessoa diabética, bem como as condições de moradia e a inacessibilidade aos serviços de saúde estão entre as situações que podem originar e agravar quadros de pé diabético.

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Sintomas do Pé Diabético

Os sintomas estão relacionados às origens das complicações. Se você é portador de Diabetes Melitus e observar qualquer dos sintomas a seguir converse com o seu médico ou agende atendimento (clique):

  • Sensação de formigamento, queimação ou dormência nos pés;
  • Pés frios, pálidos, com a pele fina e com pulsos diminuídos, podendo também ficar inchados.
  • Vermelhidão, dor, hipersensibilidade e inflamação com pus.

Os sintomas mais frequentes são formigamentos e sensação de queimação.

Os sintomas nem sempre são reconhecidos. É importante ao diabético ter atenção e relatar ao médico sintomas como: queimação, formigamentos, dormência, dor (facada, pontada), fraqueza ou fadiga e câimbras.

PREVENÇÃO

O autoexame é muito importante.

A pessoa deve examinar os pés diariamente. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém.

Deve-se verificar a existência de:

  • Pequenas feridas, bolhas, áreas avermelhadas
  • Proeminências ósseas e mudanças na forma dos pés.
  • Frieiras;
  • Cortes;
  • Calos;
  • Rachaduras;
  • Feridas;
  • Alterações de cor da pele (se está arroxeada);
  • Alterações das unhas (demoram a crescer);
  • Ausência de pelos.

Importante: Ao identificar uma ou mais situações supramencionadas deve-se procurar orientação médica ou de enfermagem especialista.

A diminuição da sensibilidade pode apresentar-se como lesões traumáticas indolores, às vezes o diabético se machuca e não percebe e essa lesão pode aumentar e infeccionar.

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Tratamento de Feridas e Lesões em Pé Diabético

O tratamento do pé diabético deve ser feito com a orientação de um médico ou enfermeiro especialista, que irá definir o tratamento em função do tipo e da gravidade da lesão.

O tratamento pode envolver o uso de antibióticos, pomadas, curativos e, em casos mais graves, cirurgias. Se você é portador diabetes melitus e constatou o surgimento de lesão nos membros inferiores, procure imediatamente seu médico.

O CENFE coloca à disposição das pessoas diabéticas e pacientes com pé diabético o Programa de Prevenção de Pé Diabético “Um passo à frente”. Conheça! Inscreva-se.

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Referências:

  • SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
  • Federação Internacional do Diabetes (IBF)
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Segurança do Paciente: Prevenindo a lesão por pressão

Um dos grandes desafios de qualidade e segurança do paciente é justamente prevenir a lesão por pressão.

As lesões por pressão ocorrem quando há pressão constante nas proeminências ósseas, causando feridas no paciente, especialmente os acamados e com dificuldade de locomoção. Este tipo de lesão, porém, não atinge somente pacientes acamados, mas podem acometer pessoas que permanecem muito tempo em uma só posição.

O manejo do paciente está entre as principais estratégias para prevenir o surgimento de lesões por pressão. Esta ação está associada à mudar o paciente, ou a pessoa, de decúbito (mudar de posição na cama, na cadeira, poltrona). No caso de pacientes acamados recomenda-se o reposicionamento a cada duas horas até garantir que os calcâneos não estejam em contato com a superfície da cama.

Frequência

O reposicionamento no leito deve ser realizado a cada duas horas. A frequência pode sofrer influência de acordo com a superfície de redistribuição de pressão em uso e a condição clínica geral do paciente.

Modo de reposicionamento

Durante a mudança de posicionamento, o paciente deve ser elevado e não arrastado.

Cuidados com dispositivos

Evite posicionar o paciente sobre dispositivos médicos ou sobre áreas com eritema/LP.

Posição do leito

Evite elevar a cabeceira do leito acima de 30 graus.

Cuidado na cadeira

Restringir o tempo que o paciente passa sentado na cadeira sem o alívio da pressão. Evitar que o paciente escorregue.

Posicionamento lateral

Durante o posicionamento lateral, a proeminência óssea do trocânter deve formar uma angulação máxima de 30 graus em relação à superfície de apoio.

Atenção aos calcâneos

Garanta que os calcâneos não estão em contato com a superfície da cama.

Relógio de Prevenção de Decubito (Arte – AACD)

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Leia mais sobre Prevenção da Lesão por Pressão.

 

Acontece

No dia 08/04 acontece o curso de Segurança do Paciente no Ambiente Domiciliar com transmissão Online. O curso é uma iniciativa do Centro de Tratamento de Feridas Complexas e busca instrumentalizar  profissionais a entender os conceitos e os objetivos que integram a segurança do paciente, aprimorar o olhar sobre a identificação e prevenção de eventos adversos, danos e erros no cuidado em saúde e discutir estratégias para promover a cultura da segurança nos serviços de saúde.Participe! Inscreva-se.

 

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Entendendo o processo de Cicatrização da ferida

A ferida é causada por trauma, queimadura, úlcera, cirurgia e outros condições clínicas. Embora a maioria das feridas geralmente cicatrize bem, a falha na cicatrização de feridas afeta milhões de pessoas no mundo através da inflamação descontrolada e infecção.

A cicatrização da ferida é composta de muitos processos complexos que incluem resposta inflamatória, nova formação de tecido e remodelação tecidual.

Nas primeiras 48 horas após a lesão
Diferentes células do sistema imunológico, como neutrófilos, monócitos e linfócitos, trabalham em conjunto para evitar o sangramento e remover os tecidos mortos para equilibrar o processo inflamatório e fazer o reparo adequado da ferida.

Nos próximos 2-10 dias
 A formação de novos tecidos é seguida através da proliferação celular e migração de diferentes tipos de células, como fibroblastos, queratinócitos e células endoteliais. Nesta fase, os fibroblastos desempenham papéis muito importantes na formação do novo tecido. A ferida irá atrair quantidade de fibroblastos para os locais da lesão para facilitar a cicatrização da ferida através de diferentes mecanismos.

Por exemplo: a produção da ferida pode aumentar a proliferação e migração de fibroblastos para promover a formação de cicatriz.

Além disso, os fibroblastos podem secretar muitos fatores, como a metalopeptidase de matriz 14 (MMP-14), fator de crescimento de fibroblastos básico (bFGF), fator de crescimento de fibroblastos-9 (FGF-9) para regular a homeostase do colágeno, angiogênese ou outras importantes funções para facilitar a cicatrização da lesão.

Os fibroblastos também podem se diferenciarem em miofibroblastos, produzindo matriz extracelular e, finalmente, formamndo a cicatriz madura.

Em 2 a 3 semanas após a lesão
Ocorre o processo de remodelação tecidual, que pode durar um ano ou mais. Neste estágio, os processos inteiros ativados pela lesão irão diminuir e cessar enquanto as células ativadas sofrerão apoptose. Células diferentes (fibroblastos, macrófagos e células endoteliais) irão secretar metalopeptidase da matriz para remodelar e fortalecer os tecidos reparados.

Através destes processos clássicos de cicatrização de feridas, a ferida será reparada.

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O que é importante saber sobre a Ozonioterapia?

O ozônio é um gás com ação bactericida (contra bactérias), fungicida (contra fungos) e virucida (contra vírus). O ozônio tem como mecanismo de ação inativar bactérias, vírus, fungos, leveduras e protozoários. Sua administração para uso terapêutico – como é o caso no tratamento de feridas – é de baixo custo e de fácil aplicação.

A Ozonioterapia consiste na administração terapêutica do gás ozônio, gerando aumento da oxigenação tecidual e do metabolismo. As concentrações e modo de aplicação variam de acordo com a afecção a ser tratada, já que a concentração de ozônio medicinal determina o efeito biológico e o modo de aplicação relaciona-se à sua ação no organismo.

Na prática da enfermagem o Cofen, Conselho Federal de Enfermagem, em 26/03/2019, aprovou relatório da Comissão de Ozonioterapia, documento que subsidiará a regulamentação do uso da técnica por enfermeiros.

Na prática médica a Ozonioterapia ainda está caracterizada como procedimento experimental, só podendo ser realizada sob protocolos clínicos, assim estabelecido pela Resolução 2.181 de 20 de abril de 2018, do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O uso da Ozonioterapia também está prevista entre as práticas integrativas e complementares do Sistema Única de Saúde (SUS). Desde março de 2018, o tratamento já é oferecido na rede pública de saúde gratuitamente a pacientes de odontologia, neurologia e oncologia, quando há recomendação médica e interesse do paciente.

Com diversos usos na medicina e odontologia, a técnica está em expansão na enfermagem, como terapia complementar capaz de auxiliar na cicatrização de feridas extensas e contribuir para evitar amputações, entre outros usos.

Publicações científicas reconhecem evidência forte do benefício do uso do ozônio, podendo ser uma importante opção no tratamento de feridas, trazendo benefícios aos pacientes portadores. A exemplo de outras técnicas, que também passaram por um processo de desenvolvimento, ainda há recomendação de que continuem sendo desenvolvidos mais estudos que apresentem os resultados do uso do ozônio no tratamento de saúde.

Embora ainda em fase de regulamentação e experimental muitos estudos sugerem que a terapia com ozônio pode ter um papel importante no tratamento de feridas crônicas, não curativas ou isquêmicas.

O uso tópico do ozônio é bastante comum no tratamento de lesões, principalmente de feridas, e tem sido descrito na literatura como tecnologia para melhorar o processo de cicatrização pós-cirúrgica e em casos de controle de infecção.

 

No tratamento de feridas:

  • Inativação de bactérias, vírus, fungos, leveduras e protozoários;
  • Estimulação do metabolismo do oxigênio (aumento na quantidade de oxigênio liberado para os tecidos);
  • Ativação do sistema imunológico.

 

Além do tratamento de feridas, há diversas condições clínicas que podem ser beneficiadas, observada a literatura, pelo uso terapêutico do ozônio, como:

  • Doenças arteriais periféricas, coronarianas, AVC e outros distúrbios circulatórios cerebrais;
  • Alzheimer,
  • Sinusite;
  • Retinopatia;
  • Glaucoma;
  • Distúrbios auditivos de origem vascular;
  • Doenças Ortopédicas;
  • Osteoporose;
  • Hepatites;
  • Herpes simples e Herpes Zoster;
  • Fissuras anais
  • Cicatrização Cirúrgica;
  • Controle de Infecção

Há diferentes métodos de aplicação do ozônio, de acordo com a condição clínica que se pretende tratar. Quando o assunto é a aplicação de ozônio em feridas, alguns dos métodos podem ser utilizados isoladamente ou combinados entre si, buscando potencializar o tratamento (no caso de feridas, comumente são utilizados aqueles de aplicação tópica.

 

Entre as formas de aplicação tópica do ozônio em feridas estão:

  • Água ozonizada
  • Sacos plásticos (também conhecidos com bags)
  • Óleo ozonizado
  • Aplicação de ozônio em baixa pressão por meio de campânulas (vaso de vidro)
  • Cateter de aplicação de ozônio
  • Balneoterapia (Hidroterapia)

 

Água ozonizada

É aplicada diretamente na ferida, sendo indicada para tratamentos de infecções locais, úlceras, micoses, herpes, queimaduras superficiais, lavagem de cavidade intra-operatório, problemas oculares, cicatrizes cirúrgicas (em caso de cicatrização primária ou secundária). É utilizada também para alívio da dor, como desinfetante, anti-inflamatório e em cirurgias orais.

O uso da água ozonizada em feridas diminui o tempo de cicatrização por primeira intenção sem causar irritação.

 

Sacos plásticos (também conhecidos com bags)

É geralmente realizado para feridas em membros inferiores ou superiores, pois a localização do membro facilita a instalação da bag, evitando o escape do gás. Nestas aplicações o saco é colocado no membro afetado e conectado ao gerador de ozônio.

De acordo com as concentrações de ozônio definida na conduta, na aplicação com bag se busca:

  • O efeito limpeza da ferida
  • Estimular a cicatrização e a granulação do tecido
  • Obter um efeito microbicida (bactericida, fungicida e viruscida)
  • Efeito estimulante metabólico e imunomodulatório (confere aumento da resposta orgânica contra determinados microorganismos).

 

Óleo ozonizado

Oferece atividade antimicrobiana, de estimulo à cicatrização, podendo ser utilizados no tratamento de longo prazo de ferimentos em geral, queimaduras, infecções locais como micose de pele e unhas. Além disso o óleo ozonizado aumenta a resposta tecidual proliferativa e adaptativa do leito da lesão.

 

Campânulas

Geralmente utilizado em lesões de decúbito e feridas pós-operatórias em locais de difícil fixação de outro método. Este método associa o uso do ozônio à baixa pressão, visando a melhora da circulação sanguínea, oxigenação do tecido, retirada de camadas necróticas, combate à infecção e estimulação das células epiteliais. Há indicação também para redução da dor e odor de feridas.

 

Cateter

O dispositivo cateter é inserido diretamente no leito da lesão ou em fístulas, levando o gás diretamente.

 

Hidroterapia

Este método além de atuar diretamente no tratamento da lesão, possibilita massagem no local afetado – a partir das bolhas de ar geradas – estimulando a circulação sanguínea local.

 

A principal contraindicação é deficiência da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), conhecida como favismo, em função do risco de hemólise.

Em casos de hipertireoidismo descompensado, diabetes mellitus descompensado, hipertensão arterial severa descompensada e anemia grave, é necessário que a estabilização clínica dessas situações seja realizada previamente à aplicação da Ozonioterapia.

 

Quando não utilizado em concentrações terapêuticas adequadas e de modo correto o ozônio pode ser tóxico. Por isso é imprescindível que a Ozonioterapia seja realizada por profissional devidamente capacitado ao seu uso e em ambientes apropriados.

A utilização de qualquer recurso terapêutico no tratamento de feridas deve ser precedida de avaliação de um profissional de saúde – médico ou enfermeiro – devidamente habilitado e capacitado. Somente o profissional de saúde pode definir a conduta mais apropriada ao tratamento de uma lesão (Fale com o Cenfe).

 

É importante ressaltar que a Ozonioterapia pode apresentar desvantagens observado o quadro clínico do paciente e as concentrações utilizadas no tratamento. Isto deve ser discutido com o profissional de saúde.

 

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Referências e Fontes:

  • Oliveira, Juliana Trench Ciampone de. Revisão sistemática de literatura sobre o uso terapêutico do ozônio em feridas. / Juliana Trench Ciampone de Oliveira. – São Paulo, 2007.
  • Ozone therapy: A clinical review. A. M. Elvis and J. S. Ekta.
  • Ozone oil promotes wound healing by increasing the migration of fibroblasts via PI3K/Akt/mTOR signaling pathway.
  • Effectiveness of a Short-Term Treatment of Oxygen-Ozone Therapy into Healing in a Posttraumatic Wound.
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Cofen aprova relatório da Comissão da Ozonioterapia

A Comissão de Ozonioterapia instituída pelo Conselho Federal de Enfermagem apresentou relatório final acerca do assunto. O documento, aprovado na 502ª ROP, será encaminhado para a emissão de parecer do conselheiro Gilvan Brolini.

“A regulamentação do uso da técnica por enfermeiros busca garantir a segurança do paciente e estabelecer marcos normativos, inclusive quanto à certificação dos equipamento de produção de ozônio medicinal devidamente certificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, explica a conselheira Márca Anésia, primeira relatora do tema no Cofen.

A Ozonioterapia consiste na administração terapêutica de ozônio, gerando aumento da oxigenação tecidual e do metabolismo. As concentrações e modo de aplicação variam de acordo com a afecção a ser tratada, já que a concentração de ozônio medicinal determina o efeito biológico e o modo de aplicação relaciona-se à sua ação no organismo.

Com diversos usos na Medicina e Odontologia, a técnica está em expansão na Enfermagem, como terapia complementar capaz de auxiliar na cicatrização de feridas extensas e contribuir para evitar amputações, entre outros usos.

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Fonte: Ascom – Cofen

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Falta de conhecimento prejudica processo de cura de lesões

Todo ferimento deve ser avaliado por um profissional. Além disso, é importante saber detalhes básicos de cuidados para não agravar o quadro clínico da ferida.

Feridas que não são cuidadas de forma correta podem gerar problemas de cicatrização e também de infecção. Atualmente, muitas pessoas cometem erros básicos que podem agravar o quadro clínico. Para evitar esse problema, é importante conhecer os procedimentos padrões para o tratamento dos ferimentos, pois, dessa forma, é possível curar a pele efetivamente.

“A ausência de cuidados é responsável pela piora e/ou pela lentidão na melhora das lesões. Um dos maiores fatores para esse problema é a falta de conhecimento do paciente sobre a maneira apropriada para cuidar de feridas específicas. Isso pode agravar o quadro”, explica Igor Nunes, médico cirurgião geral e vascular e coordenador técnico do Cenfe Wound Care.

É importante estar atento aos primeiros sinais das feridas. Pacientes com fatores de risco, como diabetes, insuficiência arterial ou venosa possuem predisposições eventualmente aumentadas para a abertura de machucados em membros inferiores.

“Qualquer vermelhidão merece atenção especial nessas pessoas”, complementa Nunes.

Segundo os profissionais de enfermagem, feridas do dia a dia podem e devem ser lavadas para que sejam higienizadas. Entretanto, as lesões crônicas devem fugir da água, pois, com esse contato, a tendência de desencadear uma grave contaminação do paciente é extremamente elevada.

O médico cirurgião geral e vascular ainda pontua a importância de estar sempre de olho nos ferimentos que aparecem no corpo. Juntamente a esse fator, é necessário ter ciência das possíveis enfermidades que ocasionam lesões.

“Atenção às doenças crônicas associadas a feridas é muito importante, pois permite que você tenha um controle sobre o seu corpo e possa procurar um profissional especializado no assunto”, aconselha.

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Dicas de tratamento – Inicialmente, é necessário examinar a ferida: local, tamanho, profundidade, secreções, pus, sangue, dor e odor são informações fundamentais para determinar como será feito o tratamento para obter cicatrização.

Além disso, toda ferida precisa de remoção de impurezas, portanto, corpos estranhos, secreções e outros problemas com bactérias e micróbios devem ser retirados com produtos de limpeza apropriados e recomendados por enfermeiros de confiança.

Vale ressaltar que os tecidos sadios devem ser protegidos, isto é, o tecido morto e desvitalizado deve ser removido para evitar infecção. O ideal é consultar um profissional de enfermagem ou médico para que o procedimento seja feito da maneira adequada. É importante ainda, neste período de lesão,  não entrar em contato com possíveis alergias.

Outras informações podem ser obtidas com a equipe assistencial Cenfe Wound Care. Clique a aqui e Fale Conosco.

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O uso da Polihexanida PHMB no tratamento de feridas

* Artigo de Revisão.

A polihexanida (PHMB) é a designação dada à hidrocloro-polihexametilenobiguanida, substância dotada de ação antibacteriana, antiamobiana e de um mecanismo de ação que se baseia em propriedades fortemente alcalinas.

Na superfície da molécula distribuem-se de forma alternada cargas elétricas negativas e positivas, que interagem com as cargas elétricas das moléculas ácidas dos fosfolípidos presentes na parede celular bacteriana. Trata-se de um mecanismo inespecífico de interação electrostática que, ao influenciar a estrutura e distribuição da carga eléctrica da parede celular bacteriana, perturba o sistema biológico tornando a bactéria incapaz de manter as suas funções.

É considerada uma solução eficaz na limpeza e desinfeção de feridas, preferencialmente adequada nas feridas contaminadas, colonizadas e infetadas.

Atualmente existem muitas referências na literatura sobre as vantagens da utilização da polihexanida no tratamento de feridas, entre elas:

  • Não provoca irritabilidade cutânea, desconhecendo-se desenvolvimento de alergias;
  • Não se verifica maceração dos tecidos adjacentes;
  • Não provoca desidratação do leito da ferida;
  • Indolor na aplicação e/ou remoção; elimina odores;
  • Elevada capacidade tensioativa; não é absorvido via sistêmica;
  • Não interfere com o processo de granulação, proporcionando condições favoráveis ao processo de cicatrização;
  • Compatível com outros produtos ao nível do tratamento de feridas em ambiente úmido;
  • Eficaz na eliminação de biofilmes;
  • A solução pode ser aquecida antes de ser aplicada e tem uma validade de oito semanas depois de aberta

A polihexanida é um antisséptico que combina um largo espetro antimicrobiano com baixa toxicidade, alta compatibilidade com tecido, sem absorção sistêmica e boa aplicabilidade

Para acessar o Artigo de Revisão, clique.

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Referência:

– Eduardo José Ferreira dos Santos*
– Margarida Alexandra Nunes Carramanho Gomes Martins Moreira da Silva**

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Resolução proíbe termômetros e Medidores de Pressão com Mercúrio

Por Everaldo Araújo.

A partir do dia 01 de janeiro de 2019 está proibido o uso, comercialização e fabricação de esfigmomanômetros (também conhecidos como aparelhos de pressão) e termômetros que contenham mercúrio.

Essa foi uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atendendo a Convenção de Minamata, que envolveu mais de 140 países, inclusive o Brasil, para discutir os agravos a saúde das pessoas e meio ambiente, sobre o uso do mercúrio. Durante a realização do evento, os signatários decidiram que, em 2020, todos os equipamentos que possuam coluna de mercúrio não mais deverão ser utilizados.

O nome Minamata, faz referência a uma cidade do Japão, onde o descarte incorreto de mercúrio causou a população graves problemas neurológicos, afetando crianças e adultos.

A utilização também fica proibida em todas as unidades de saúde em todo território nacional.

Se você tem em sua casa um termômetro com coluna de mercúrio e, se eventualmente este se quebrar, não entre em pânico. A quantidade da substância derramada é mínima, embora alguns cuidados devam ser tomados para evitar a contaminação do ambiente e das pessoas. Nesse caso:

  • Mantenha o ambiente arejado.
  • Abra as portas e janelas por, aproximadamente, 30 minutos.
  • Use luvas.
  • Com o auxílio de uma seringa ou garrafa pet, aspire as bolinhas de mercúrio, coloque o recipiente com o mercúrio dentro de um saco plástico, passe um pano úmido no local e despreze o pano no mesmo recipiente, amarre e identifique a embalagem.
  • Pergunte ao lixeiro da sua residência ou do local onde se quebrou ou ligue para o serviço de limpeza urbana e solicite informações sobre como realizar corretamente o descarte desta embalagem.

 

O que você não deve fazer

  • Não coloque a sacola em sua lata de lixo.
  • Não toque no mercúrio sem o uso de luvas.
  • Não jogue o mercúrio na pia ou vaso sanitário.
  • Não levante poeira no local.
  • Não use aspirador de pó.
  • Não use vassoura para limpar o local.
  • Caso alguma peça de roupa seja atingida, não a reutilize, despreze-a juntamente com os demais itens contaminados.

As medidas sugeridas são de suma importância, pois evitarão que pessoas e o meio ambiente sejam atingidos.

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Fontes:

  • National Health Institute: NHS Choices (www.nhs.uk)
  • Children`s exposure to Elemental Mercury. Centers for Disease Control and Prevention, Agency for Toxic Substances and Disease Registry. February 2009.
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