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Falta de conhecimento prejudica processo de cura de lesões

Todo ferimento deve ser avaliado por um profissional. Além disso, é importante saber detalhes básicos de cuidados para não agravar o quadro clínico da ferida.

Feridas que não são cuidadas de forma correta podem gerar problemas de cicatrização e também de infecção. Atualmente, muitas pessoas cometem erros básicos que podem agravar o quadro clínico. Para evitar esse problema, é importante conhecer os procedimentos padrões para o tratamento dos ferimentos, pois, dessa forma, é possível curar a pele efetivamente.

“A ausência de cuidados é responsável pela piora e/ou pela lentidão na melhora das lesões. Um dos maiores fatores para esse problema é a falta de conhecimento do paciente sobre a maneira apropriada para cuidar de feridas específicas. Isso pode agravar o quadro”, explica Igor Nunes, médico cirurgião geral e vascular e coordenador técnico do Cenfe Wound Care.

É importante estar atento aos primeiros sinais das feridas. Pacientes com fatores de risco, como diabetes, insuficiência arterial ou venosa possuem predisposições eventualmente aumentadas para a abertura de machucados em membros inferiores.

“Qualquer vermelhidão merece atenção especial nessas pessoas”, complementa Nunes.

Segundo os profissionais de enfermagem, feridas do dia a dia podem e devem ser lavadas para que sejam higienizadas. Entretanto, as lesões crônicas devem fugir da água, pois, com esse contato, a tendência de desencadear uma grave contaminação do paciente é extremamente elevada.

O médico cirurgião geral e vascular ainda pontua a importância de estar sempre de olho nos ferimentos que aparecem no corpo. Juntamente a esse fator, é necessário ter ciência das possíveis enfermidades que ocasionam lesões.

“Atenção às doenças crônicas associadas a feridas é muito importante, pois permite que você tenha um controle sobre o seu corpo e possa procurar um profissional especializado no assunto”, aconselha.

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Dicas de tratamento – Inicialmente, é necessário examinar a ferida: local, tamanho, profundidade, secreções, pus, sangue, dor e odor são informações fundamentais para determinar como será feito o tratamento para obter cicatrização.

Além disso, toda ferida precisa de remoção de impurezas, portanto, corpos estranhos, secreções e outros problemas com bactérias e micróbios devem ser retirados com produtos de limpeza apropriados e recomendados por enfermeiros de confiança.

Vale ressaltar que os tecidos sadios devem ser protegidos, isto é, o tecido morto e desvitalizado deve ser removido para evitar infecção. O ideal é consultar um profissional de enfermagem ou médico para que o procedimento seja feito da maneira adequada. É importante ainda, neste período de lesão,  não entrar em contato com possíveis alergias.

Outras informações podem ser obtidas com a equipe assistencial Cenfe Wound Care. Clique a aqui e Fale Conosco.

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O uso da Polihexanida PHMB no tratamento de feridas

* Artigo de Revisão.

A polihexanida (PHMB) é a designação dada à hidrocloro-polihexametilenobiguanida, substância dotada de ação antibacteriana, antiamobiana e de um mecanismo de ação que se baseia em propriedades fortemente alcalinas.

Na superfície da molécula distribuem-se de forma alternada cargas elétricas negativas e positivas, que interagem com as cargas elétricas das moléculas ácidas dos fosfolípidos presentes na parede celular bacteriana. Trata-se de um mecanismo inespecífico de interação electrostática que, ao influenciar a estrutura e distribuição da carga eléctrica da parede celular bacteriana, perturba o sistema biológico tornando a bactéria incapaz de manter as suas funções.

É considerada uma solução eficaz na limpeza e desinfeção de feridas, preferencialmente adequada nas feridas contaminadas, colonizadas e infetadas.

Atualmente existem muitas referências na literatura sobre as vantagens da utilização da polihexanida no tratamento de feridas, entre elas:

  • Não provoca irritabilidade cutânea, desconhecendo-se desenvolvimento de alergias;
  • Não se verifica maceração dos tecidos adjacentes;
  • Não provoca desidratação do leito da ferida;
  • Indolor na aplicação e/ou remoção; elimina odores;
  • Elevada capacidade tensioativa; não é absorvido via sistêmica;
  • Não interfere com o processo de granulação, proporcionando condições favoráveis ao processo de cicatrização;
  • Compatível com outros produtos ao nível do tratamento de feridas em ambiente úmido;
  • Eficaz na eliminação de biofilmes;
  • A solução pode ser aquecida antes de ser aplicada e tem uma validade de oito semanas depois de aberta

A polihexanida é um antisséptico que combina um largo espetro antimicrobiano com baixa toxicidade, alta compatibilidade com tecido, sem absorção sistêmica e boa aplicabilidade

Para acessar o Artigo de Revisão, clique.

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Referência:

– Eduardo José Ferreira dos Santos*
– Margarida Alexandra Nunes Carramanho Gomes Martins Moreira da Silva**

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Resolução proíbe termômetros e Medidores de Pressão com Mercúrio

Por Everaldo Araújo.

A partir do dia 01 de janeiro de 2019 está proibido o uso, comercialização e fabricação de esfigmomanômetros (também conhecidos como aparelhos de pressão) e termômetros que contenham mercúrio.

Essa foi uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atendendo a Convenção de Minamata, que envolveu mais de 140 países, inclusive o Brasil, para discutir os agravos a saúde das pessoas e meio ambiente, sobre o uso do mercúrio. Durante a realização do evento, os signatários decidiram que, em 2020, todos os equipamentos que possuam coluna de mercúrio não mais deverão ser utilizados.

O nome Minamata, faz referência a uma cidade do Japão, onde o descarte incorreto de mercúrio causou a população graves problemas neurológicos, afetando crianças e adultos.

A utilização também fica proibida em todas as unidades de saúde em todo território nacional.

Se você tem em sua casa um termômetro com coluna de mercúrio e, se eventualmente este se quebrar, não entre em pânico. A quantidade da substância derramada é mínima, embora alguns cuidados devam ser tomados para evitar a contaminação do ambiente e das pessoas. Nesse caso:

  • Mantenha o ambiente arejado.
  • Abra as portas e janelas por, aproximadamente, 30 minutos.
  • Use luvas.
  • Com o auxílio de uma seringa ou garrafa pet, aspire as bolinhas de mercúrio, coloque o recipiente com o mercúrio dentro de um saco plástico, passe um pano úmido no local e despreze o pano no mesmo recipiente, amarre e identifique a embalagem.
  • Pergunte ao lixeiro da sua residência ou do local onde se quebrou ou ligue para o serviço de limpeza urbana e solicite informações sobre como realizar corretamente o descarte desta embalagem.

 

O que você não deve fazer

  • Não coloque a sacola em sua lata de lixo.
  • Não toque no mercúrio sem o uso de luvas.
  • Não jogue o mercúrio na pia ou vaso sanitário.
  • Não levante poeira no local.
  • Não use aspirador de pó.
  • Não use vassoura para limpar o local.
  • Caso alguma peça de roupa seja atingida, não a reutilize, despreze-a juntamente com os demais itens contaminados.

As medidas sugeridas são de suma importância, pois evitarão que pessoas e o meio ambiente sejam atingidos.

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Fontes:

  • National Health Institute: NHS Choices (www.nhs.uk)
  • Children`s exposure to Elemental Mercury. Centers for Disease Control and Prevention, Agency for Toxic Substances and Disease Registry. February 2009.
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Multidisciplinar é bom, mas o melhor mesmo é ser transdisciplinar.

Por Everaldo Araújo.

Por muito tempo os pacientes foram assistidos por profissionais que  no momento estivesse precisando, por exemplo: se um indivíduo sentisse dor muscular, procurava um ortopedista, que por sua vez lhe tratava a dor muscular.

Com a evolução da forma de tratar e as novas experiências surgiram os ambulatórios com as equipes  multidisciplinar/   multiprofissional este modelo chegaria com  a expectativa de agregar várias especialidades em um único local, trazendo comodidade ao cliente e facilitando o trabalho do profissional; você dispunha de um espaço onde havia profissionais de várias áreas, porém não comunicavam-se acerca do seus clientes/pacientes.

Mais uma evolução aconteceu e passamos a contar com  uma  equipe interdisciplinar, onde a partir daí iniciamos a estabelecer uma comunicação entre o paciente e os demais membros da equipe. Nesse caso o paciente que sentisse uma dor muscular, poderia ser visto por além de um ortopedista, um clinico, hematologista, nefrologista e outros.

A interdisciplinaridade abriu as portas para a chegada do que chamamos hoje de equipe transdisciplinar onde nessa modalidade, o paciente tem a possibilidade de ser atendido por um ortopedista, ser encaminhado para um clinico geral, que por sua vez poderá ser direcionado para um hematologista para investigar um eventual diagnóstico de anemia falciforme, nesse modelo os profissionais se comunicam falam uns com os outros sobre a história do paciente, suas hipóteses diagnósticas e suas variadas formas de tratamento.

A interdisciplinaridade abriu as portas para a chegada do que chamamos hoje de equipe transdisciplinar.

Para bem ilustrar apresentamos um modelo muito interessante, didático e de fácil compreensão desenvolvido pelo professor Jantsch  que encontra-se disponível a todos no endereço mencionado em seguida.

Erich Jantsch autor do modelo em anexo. (8 de janeiro de 1929 – 12 de dezembro de 1980) foi um americano austríaco, engenheiro, educador, escritor, consultor e futurista, especialmente conhecido por seu trabalho no movimento de concepção de sistemas sociais na Europa na década de 1970.

      Fonte da imagem: https://mariatherezaamaral.files.wordpress.com/2011/07/trans21.jpg

 

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O tratamento transdisciplinar é importante na área de tratamento de feridas

Um exemplo é o tratamento do pé diabético, entre as atividades do segmento de tratamento de feridas e lesões complexas. O tratamento do pé diabético por um único profissional está longe do adequado, em geral, para uma boa assistência dos pacientes com essa patologia são necessários esforços e expertise de especialidades como a endocrinologia, infectologia, ortopedia, oftalmologia, cirurgia plástica e cirurgia vascular, nutrologia e estomaterapia, podiatria, geriatria e fisiatria.

O ambulatório de tratamento de Feridas Cenfe atua de forma transdisciplinar nas condutas de recuperação de lesão.

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Terapia de Fotobiomodulação no tratamento de Feridas

Há diferentes tecnologias, técnicas e termos empregados na área de tratamento de feridas. Em alguns casos um mesmo termo é representado por outros nomes, nomenclaturas e siglas, mas que essencialmente têm o mesmo significado. Este é o caso da Terapia de Fotobiomodulação.

Terapia de Fotobiomodulação é a terapia que se baseia na interação da luz (Laser de Baixa Intensidade ou Diodo emissor de luz – LED) com os tecidos do corpo humano, estimulando os processos fotofísicos, fotoquímicos e fotobiológicos em nível mitocondrial e aumentando o metabolismo celular, podendo acelerar cicatrização, aliviar dores e drenar inflamações. Esta terapia tem se mostrado efetiva como acelerador no processo de cicatrização de ferida, melhorando a recuperação da lesão.

Os termos Laserterapia (terapia com o uso de luz Laser), Ledterapia (terapia com o uso de luz Led), Terapia ILIB (do termo em inglês Intravascular Laser Irradiation of Blood ou irradiação de luz Laser sobre o sangue), são formas Terapia de Fotobiomodulação, pois se baseiam na interação da luz com o tecido do corpo.

Desse mesmo modo, os termos Fototerapia e Terapia Luminosa, às vezes empregados, também representam a Terapia de Fotobiomodulação.

Ao se fazer Laserterapia, Ledterapia, ILIB, Fototerapia ou Terapia Luminosa está se fazendo Terapia de Fotobiomodulação.

O termo Fotobiomodulação é geralmente usado para abordar de forma mais abrangente a ação da luz com objetivos terapêuticos, cujo efeito pode ser bioestimular ou bioinibir. Já os demais termos são comumente utilizados para representar serviços oferecidos por unidades de saúde.

A fotobiomodulação utiliza fontes de luz monocromáticas (laser e LEDs) para realizar a modulação de processos bioquímicos relacionados ao metabolismo celular.

Lasers e LEDs são semelhantes, pois emitem radiação monocromática, contudo a radiação emitida pelos lasers é uma radiação estimulada e coerente, enquanto o LED emite radiação espontânea e não coerente.

Na área da saúde são utilizados 4 (quatro) tipos de cores para a Fotobiomodulação (o comprimento da onda da luz é o que determina a cor):

  • Luz Led azul: utilizada no tratamento de acnes. Possui função bactericida, promove hidratação da pele e auxilia no clareamento de manchas superficiais e olheiras.
  • Luz Led âmbar: utilizada no tratamento de flacidez da pele (estimula o metabolismo do fibroblasto).
  • Luz Laser vermelho: Atua na derme como ativadora de fibroblastos e células de reorganização e firmeza da pele. Aumenta a deposição de colágeno e reduz a atividade da colagenase nas papilas dérmicas. Utilizada no tratamento de feridas.
  • Luz Laser infra-vermelha: Age desde a derme profunda até a camada muscular, fazendo ativação dos fibroblastos, degranulação de mastócitos (ação antiinflamatória) e analgesia temporária. Consegue alterar a permeabilidade celular, para água e oxigênio que o sangue carrega para as células melhorando a absorção. Utilizada no tratamento de feridas.

O comprimento da onda e a potência devem ser definidos pelo profissional de saúde responsável pela aplicação, de acordo com os resultados que se pretende obter. A recomendação do tratamento de feridas deve ser orientada por um médico ou profissional de enfermagem.

Saiba mais sobre o uso de LED no tratamento de feridas.

 

TERAPIA FOTODINÂMICA 

A Terapia Fotodinâmica, embora se utilize do laser de baixa intensidade ou do diodo emissor de luz (LED), não é uma Terapia de Fotobiomodulação. A terapia fotodinâmica é uma reação química ativada pela luz usada para destruição seletiva de um tecido e requer um agente fotossensibilizante no tecido-alvo (azul de metileno, por exemplo), uma fonte de luz e oxigênio.

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Biofilme em Feridas Crônicas e Complexas

Durante a última edição do Congresso Brasileiro de Prevenção e Tratamento de Feridas, realizado pela Sociedade Brasileira de Enfermagem em Feridas e Estética (SOBENFeE), a sociedade lançou a publicação 1º Recomendação Brasileira para o Gerenciamento de Biofilme em Feridas Crônicas e Complexas. A publicação aborda recomendações importantes para o segmento de saúde sobre o manejo de feridas.

Sabemos que o maior problema na cicatrização em feridas crônicas e complexas é o tempo necessário para o tratamento dessas feridas, o que determina um impacto financeiro nas instituições, públicas e privadas, e, o que é mais grave, causando um problema de Saúde Pública pelo comprometimento da qualidade de vida desses pacientes. registra Mara Blank, enfermeira, doutoranda de Saúde Pública e uma das autoras da publicação.

Segundo Mara, entender os diversos aspectos da ferida, desde suas dimensões, tipos de leito, cor, odor, quantidade e tipo de exsudato, aspectos das margens ou bordos da lesão, processo inflamatório, eventual processo infeccioso (local ou sistêmica), necessidade de desbridamento (técnica mais adequada) e por último – mas não menos importante – qual a escolha da cobertura mais adequada para o tratamento.

A publicação é gratuita e está disponível para Download no site da SOBENFeE ou se desejar baixe o arquivo a seguir.

 

<DOWNLOAD> 1º Recomendação Brasileira para o Gerenciamento de Biofilme em Feridas Crônicas e Complexas.

 

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Novo Ambulatório de Feridas, Cuidado com o Paciente

O Cenfe inaugura agora em Novembro/18 seu novo ambulatório de feridas, localizado em Brasília, mais um espaço de saúde voltado à comunidade em geral com objetivo de concentrar o atendimento de pacientes de toda a cidade.

O ambulatório de feridas tem o intuito de atender a demanda de pacientes com algum tipo de lesão crônica ou aguda e especialmente ser uma unidade de atendimento para as demandas médicas das especialidades da Endocrinologia, Oncologia, Cirurgia Geral e Vascular, Dermatologia, Clínica Médica e outras especialidades cujo ambulatório possa apoiar o atendimento para realização de procedimentos.

O espaço conta com estrutura de sala de procedimento, consultório e recepção, habilitados para o atendimento médico e de enfermagem. A unidade está localizada na Quadra 716 Sul, Conjunto B, Bloco 5, Loja 08, Edif. Centro Médico Brasília – Brasília (saiba mais).

 

Serviços que serão realizados no ambulatório:

  • Curativos especiais (saiba mais)
  • Curativo por pressão negativa, à vácuo (saiba mais)
  • Tratamento de feridas à laser (laserterapia) – (saiba mais)
  • Curativo por LED – (saiba mais)
  • Ultrassonografia vascular

 

Tipos de feridas atendidas:

  • Feridas Diabéticas, Pé diabético.
  • Úlceras por pressão e Dermatites (saiba mais).
  • Feridas Oncológicas.
  • Feridas Venosas e Arteriais.
  • Lesões Neuropáticas.
  • Queimaduras.
  • Úlceras e Feridas por Traumas e Quedas.
  • Feridas Cirúrgicas (Deiscências).
  • Epidermólise Bolhosa.
  • Inflamações, Edemas e dores em geral.
  • Fissura da amamentação e Mamarias.
  • Enxertos de pele.
  • Onicomicose (saiba mais)

 

À disposição das equipes médicas

O Cenfe já atua no processo de tratamento de feridas desde 2017, por meio do atendimento em nível domiciliar e do fortalecimento da formação de estudantes e profissionais da área da saúde. Com o aumento das atividades, a visão de um cuidado integral mobilizou a instalação de um espaço específico.

O ambulatório fortalece o desenvolvimento da saúde da região.

“Vamos trabalhar muito próximos dos médicos e equipes de saúde para oferecer ao paciente toda a assistência para o tratamento de feridas” comenta Benedito Silva, Diretor da empresa.

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Cuidados com os Pés na pessoa com doença arterial

Os cuidados com os pés são essenciais para as pessoas com doença arterial periférica das artérias da perna. Algumas medidas de cuidados pessoais quando adotadas e precauções podem ajudar a pessoa:

  • Examine os pés diariamente à procura de alterações da pele, úlceras, verrugas e calosidades.
  • Lave os pés todos os dias com água morna e sabão suave e seque-os completamente e com delicadeza.
  • Use um hidratante, como lanolina, para pele seca.
  • Use talco comum para manter os pés secos.
  • Corte as unhas dos pés de modo que fiquem retas e não muito curtas. (Se precisar do auxílio de um podólogo para cortar as unhas, informe-o da presença da doença arterial periférica.)
  • Verrugas e calos devem ser tratados por um podólogo.
  • Não utilize adesivos ou produtos químicos fortes para extrair verrugas ou calosidades.
  • Troque de meias diariamente e de sapatos frequentemente.
  • Use meias de lã folgadas para manter os pés quentes.
  • Não use meias com cinta-liga ou meias com elásticos muito apertadas.
  • Utilize calçados que se ajustem bem, com bastante espaço para os dedos.
  • Não use calçados abertos nem caminhar sem calçados.
  • Peça ao podólogo uma prescrição de calçados especiais se os pés apresentarem deformidades.
  • Não use bolsas de água quente nem almofadas de aquecimento nos pés.
  • Não mergulhe os pés em água quente ou em soluções químicas.
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Cenfe reorganiza agenda do Workshop

A agenda do 2º Ciclo Cenfe de Workshop em Feridas foi reorganizada e a partir do próximo módulo passa a ter aulas mensais.

A reorganização buscou compatibilizar as datas das aulas às agendas dos professores, em função do curto espaçamento de tempo, e principalmente para assegurar que a transmissão do conteúdo do formato Online se dê de maneira plena e possibilite melhor planejamento dos interessados e participantes.

Com isso o Cenfe conseguirá produzir mais conhecimento e melhor interação com os participantes, especialmente no pós-aula quando há demandas de perguntas a serem direcionadas aos professores.

Cada módulo gerará uma sessão no sítio do Cenfe, no ambiente de educação (para pessoas cadastradas), criando uma forma de “biblioteca” do que foi apresentado.

Desde já o Cenfe conta com a compreensão dos participantes. Dúvidas e informações podem ser esclarecidos nos canais de atendimento do Cenfe, pelo email administrativo@cenfewc.com.br  ou pelo Whatsapp (61) 9 8641 9201.

Inscreva-se em cenfe.med.br

Confira a reprogramação:

 

 

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Úlceras por Pressão e Dermatite

Aconteceu hoje (23) o curso do Módulo 2 do 2º Ciclo Cenfe de Workshop em Feridas. Ministrado pela Enfermeira pós-graduada em Enfermagem Dermatológica, Cristiane Gianini, a aula abordou as Úlceras por Pressão e a Dermatite associada à incontinência.

Uma das consequências mais comuns, resultante de longa permanência em hospitais, é o aparecimento de alterações de pele. A incidência aumenta proporcionalmente à combinação de fatores de riscos, dentre eles, idade avançada e restrição ao leito.

A manutenção da integridade da pele dos pacientes restritos ao leito tem por base o conhecimento e a aplicação de medidas de cuidado relativamente simples. A maioria das recomendações para avaliação da pele e as medidas preventivas podem ser utilizadas de maneira universal, ou seja, tem validade tanto para a prevenção de úlcera por pressão (UPP) como para quaisquer outras lesões da pele.

Diferentemente de boa parte das alterações de pele, a UPP tem sido alvo de grande preocupação para os serviços de saúde, pois a sua ocorrência causa impacto tanto para os pacientes e seus familiares, quanto para o próprio sistema de saúde, com o prolongamento de internações, riscos de infecção e outros agravos evitáveis.

Segundo dados da National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP), EUA, a prevalência de UPP em hospitais é de 15% e a incidência é de 7%. No Reino Unido, casos novos de UPP acometem entre 4% a 10% dos pacientes admitidos em hospital. No Brasil, embora existam poucos trabalhos sobre incidência e prevalência de UPP, um estudo realizado em um hospital geral universitário evidenciou uma incidência de 39,81%.

As taxas de incidência e prevalência na literatura apresentam variações que se devem às características dos pacientes e ao nível de cuidado, diferenciando-se em cuidados de longa permanência, cuidados agudos e atenção domiciliar:

  • Cuidados de longa permanência: as taxas de prevalência variam entre 2,3% a 28% e as taxas de incidência entre 2,2 % a 23,9%.
  • Cuidados agudos: as taxas de a prevalência estão em torno de 10 a 18% e de incidência variam entre 0,4% a 38%.
  • Atenção Domiciliar: as taxas de prevalência variam entre 0% e 29% e as de incidência variam entre 0% e 17%.
  • Úlceras por pressão causam dano considerável aos pacientes, dificultando o processo de recuperação funcional, frequentemente causando dor e levando ao desenvolvimento de infecções graves, também têm sido associadas a internações prolongadas, sepse e mortalidade.

Fonte: Proqualis.net

 

Assista à Aula de Úlcera por Pressão e Dermatite associada à Incontinência. Clique Aqui.

 

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